Folha de Pernambuco 'Foi um barulho muito alto e depois tinha gente sangrando', conta passageira sobre a colisão no metrô

'Foi um barulho muito alto e depois tinha gente sangrando', conta passageira sobre a colisão no metrô

Colisão no Metrô do Recife deixou 34 feridos

Colisão no Metrô do Recife deixou 34 feridos

Colisão no Metrô do Recife deixou 34 feridos

Folha de Pernambuco

Barulho "muito alto", susto, queda e sangue. O pânico foi grande entre os passageiros que estavam nos trens do Metrô do Recife quando um veículo bateu em outro que se encontrava estacionado na Estação Ipiranga, durante o embarque e desembarque.

“Vimos todo mundo caindo no chão. Aí, me levantei, tentei ajudar algumas pessoas. Tinha gente que estava sangrando. Até então, a gente não imaginava a proporção do que havia acontecido. Quando saímos do trem e subimos na plataforma, vimos que tinha acontecido uma colisão”, afirmou a professora Joseana Barbosa, que sentia dores no braço e na coluna.

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Segundo ela, até ali a viagem seguia normalmente, vinda de Jaboatão em direção à estação Centro, no Recife, até aconteceu um "barulho muito alto".“Faz mais de 30 anos que ando de metrô e nunca tinha presenciado algo parecido. Minha sorte é que eu estava sentada”, contou. A colisão é a primeira que acontece entre trens do Metrô do Recife em 35 anos de operação.

O barulho causado pelo choque entre os trens também assustou os moradores dos arredores da estação. A professora Teresa Simone, 53, conta que estava em casa e logo relacionou o impacto com o metrô. “Foi um barulho muito forte. Imaginei que fossem dois trens que tinham se chocado em trilhos diferentes. Mas, quando subi pra olhar, vi que os dois estavam na mesma linha”, afirmou. “Tinha muita gente chorando, desesperada. Não sei como não aconteceu algo mais grave.”

A moradora também reclamou dos serviços do metrô. “Precisamos que as autoridades tomem providências em relação a esse tipo de transporte. Deixei de pegar metrô porque não temos segurança. Não gosto de pensar na possibilidade de um dos trens quebrar e eu ter que sair andando pelos trilhos, como acontece frequentemente”, disse a professora.

No Hospital da Restauração, que recebeu sete vítimas da colisão, Cícero Francisco, 43, aguardava na recepção informações sobre o filho, Lucas Cícero Santos da Silva, 18. Morador do Engenho Velho, em Jaboatão dos Guararapes Lucas, assim como o pai, trabalha como eletricista e usa o metrô diariamente para se locomover e estava no trem que vinha da estação Jaboatão.

“Foi um impacto muito grande. Quando a gente sai de casa pra trabalhar todos os dias, nunca sabe o que vai acontecer. Soube da notícia, mas não sabia que ele estava dentro daquele metrô. Quando soube, através de uma ligação, fiquei preocupado, mas agora me sinto aliviado por saber que nada de grave aconteceu”, disse o pai da vítima. “Ele [Lucas] me disse que vinha em pé e, de repente, foi derrubado depois de sentir um impacto muito forte”, completou.

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