Hapvida lança programa de acompanhamento de diabéticos no Recife

Só no Recife, houve um aumento de 54,4% de mulheres diagnosticadas com a doença, entre 2006 e 2017, segundo a Pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, divulgada no ano passado

Só no Recife, houve um aumento de 54,4% de mulheres diagnosticadas com a doença, entre 2006 e 2017, segundo a Pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, divulgada no ano passado

Só no Recife, houve um aumento de 54,4% de mulheres diagnosticadas com a doença, entre 2006 e 2017, segundo a Pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, divulgada no ano passado

Folha de Pernambuco

Rotina acelerada, má alimentação e sedentarismo. A tríade constitui um mal comum nos grandes centros urbanos brasileiros: a diabetes. Só no Recife, houve um aumento de 54,4% de mulheres diagnosticadas com a doença, entre 2006 e 2017, segundo a Pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, divulgada no ano passado.

Embora haja uma atenção especial à prevenção, dar uma qualidade de vida aos pacientes diagnosticados ainda é um desafio para os profissionais de saúde. É com esta proposta que a Hapvida lançou, neste mês, uma unidade do programa Viver Bem na capital pernambucana. A iniciativa visa ao acompanhamento das pessoas com a doença crônica atendidas pela rede na Região Metropolitana do Recife (RMR).

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Em visita à redação da Folha de Pernambuco, o superintendente da Rede Própria da Hapvida, Anderson Nascimento, conversou com jornalistas e a editora executiva Karina Maux. Na reunião, ele explicou os principais desafios do programa com a doença. “Cerca de 5 milhões de pessoas morrem por ano por doenças secundárias a diabetes, que é uma doença silenciosa. Hoje o principal problema é que as pessoas comem muito em fast food, têm alimentação irregular e há um problema de locomoção. Em cidades como o Recife, que há problemas de locomoção, as pessoas não querem sair de casa. Então acabam pedindo comida por aplicativos. Com esse problema, as pessoas nem vão às padarias ou supermercados que iam antes”, afirma o superintendente sobre as rotinas estressantes.

No programa, os pacientes que possuem diabetes tipo 2 ou que tenham exames compatíveis com a doença - mesmo que não haja uma comprovação efetiva - são convidados a participarem. “Acolhimento e qualidade fazem parte dos pilares do Hapvida e com medidas simples e eficientes podemos aumentar a qualidade de vida dos pacientes, além de reduzir o risco de complicações. Promover o bem-estar e a saúde de pessoas com diabetes é a missão do programa. Mesmo que as pessoas saibam como se cuidar, passar por esse acompanhamento é o ideal”, disse Anderson Nascimento.

O Viver Bem fez uma captação ativa desses pacientes, desde que tenham mais de 18 anos. A central entra em contato com pessoas residentes na Região Metropolitana do Recife (RMR), com exame de glicemia acima de 200mg/dL, glicemia pós-prandial acima de 200 mg/dL ou Hemoglobina Glicada de 6,5%. Após a inserção no programa, esses pacientes têm acesso à endocrinologista, enfermeiros, nutricionistas e também garantem entrada no programa +1k, que desenvolve atividades físicas gratuitas em seis pontos da RMR: Olinda, UFPE, Boa Viagem, Dona Lindu, Jaqueira e Beira Rio.