Folha de Pernambuco Jogadoras de futebol dos EUA retomam processo judicial para exigir salário igual

Jogadoras de futebol dos EUA retomam processo judicial para exigir salário igual

Em 1º de maio, um juiz federal julgou improcedente a ação de 28 jogadores contra a federação de futebol estadunidense

Em 1º de maio, um juiz federal julgou improcedente a ação de 28 jogadores contra a federação de futebol estadunidense

Em 1º de maio, um juiz federal julgou improcedente a ação de 28 jogadores contra a federação de futebol estadunidense

Folha de Pernambuco

A seleção feminina de futebol dos Estados Unidos deu o primeiro passo nesta sexta-feira para apelar da decisão de um juiz que rejeitou sua demanda por remuneração igual, informou a porta-voz das jogadoras.

"Hoje apresentamos uma moção que nos permite apelar imediatamente da decisão do tribunal", segundo comunicado da porta-voz Molly Levinson.

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Em 1º de maio, um juiz federal julgou improcedente a ação de 28 jogadores contra a federação de futebol dos Estados Unidos, na qual elas exigiam receber os mesmos ganhos que seus companheiros de equipe.

A decisão foi um revés para a batalha legal que as atuais campeãs mundiais enfrentam há um ano.

Algumas de suas estrelas, como Megan Rapinoe, eleita melhor jogadora de 2019, criticaram imediatamente a decisão e informaram que apelariam.

Na decisão, o juiz Gary Klausner aceitou que algumas das reivindicações apresentadas pelas jogadoras em relação à diferença de tratamento em áreas como viagens, acomodação e assistência médica sejam levadas a julgamento, mas rejeitou o tema central do caso em relação à igualdade de remuneração .

Klausner argumentou que o caso não era justificado porque as jogadoras haviam rejeitado uma oferta nas negociações da CBA (acordo coletivo de trabalho) para receber da mesma forma que a equipe masculina.

O magistrado também aceitou o argumento da federação de que, no período que cobre a demanda, entre 2015 e 2019, a equipe feminina recebeu mais dinheiro que a masculina, tanto em volume total como em média por jogo.

No comunicado, a porta-voz rejeitou categoricamente os dois pontos.

Quanto ao primeiro, Levinson apontou que as jogadoras não podem ser discriminados ou perder o direito de reivindicar remuneração igual por terem de aceitar a melhor oferta feita pela federação.

Com relação ao fato de a equipe feminina ganhar salários semelhantes aos da equipe masculina, Levinson enfatizou que "remuneração igual significa pagar às jogadoras a mesma taxa por ganharem um jogo que os homens".

"O argumento de que as mulheres recebem o mesmo que os homens quando elas jogam quase que o dobro (de partidas) que eles não é salário igual", enfatizou.

Entre 2015 e 2019, a equipe feminina disputou 111 jogos e faturou 24,4 milhões de dólares, enquanto a equipe masculina jogou 87 partidas e ganhou 18,5 milhões, um número que seria substancialmente maior se a equipe tivesse se classificado para a Copa do Mundo de 2018.

A equipe feminina, campeã das Copas do Mundo de 2015 e 2019, reivindicou em seu processo a cobrança retroativa de 66 milhões dólares sob a Lei da Igualdade Salarial. 

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