Justiça decreta ilegal greve dos professores da rede municipal do Recife

Ao descumprir a decisão, o Simpere poderá se multado em R$ 250 mil por dia

Ao descumprir a decisão, o Simpere poderá se multado em R$ 250 mil por dia

Ao descumprir a decisão, o Simpere poderá se multado em R$ 250 mil por dia

Folha de Pernambuco

Sob pena de multa diária de R$ 250 mil para o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), a Justiça decretou ilegal, na manhã desta quinta-feira (12), a greve dos professores, pondo fim à paralisação iniciada na tarde dessa quarta-feira (11).

De acordo com a Prefeitura do Recife (PCR), foi oferecido o reajuste de 12,84% a todos os educadores da rede municipal de ensino - o percentual seria parcelado, sendo 4,5% em outubro, 4% em novembro e 3,83% em dezembro.  A PCR informou ter sido surpreendida com a decretação da greve em meio às negociações, o que poderia prejudicar 90 mil alunos das escolas da capital.

Na última segunda-feira (9), foi realizada a segunda mesa de negociação setorial com a categoria, além de quatro rodadas da Mesa Geral de Negociação dos Servidores. O reajuste no valor de 12,84% oferecido pela PCR, valor reivindicado também pelo Simpere, foi estabelecido pelo Ministério da Educação através de Lei Federal em vigor desde o mês de janeiro passado, que eleva o piso para R$ 2.800.

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A reportagem da Folha de Pernambuco entrou em contato com o Simpere e, segundo a coordenadora geral do Simpere, Cláudia Ribeiro, a proposta da PCR alcança apenas 97 professores dos sete mil profissionais de educação do Recife, informação também contida no site do sindicato. Na página, o Simpere classifica como errônea as informações declaradas pela PCR porque o reajuste não será pago em março de 2020