Magrão recorre e Sport terá que pagar multa de 100% referente a parcela atrasada

Pagamento do ex-goleiro tinha sido suspenso após o clube entrar na justiça do trabalho alegando crise devido ao coronavírus

Pagamento do ex-goleiro tinha sido suspenso após o clube entrar na justiça do trabalho alegando crise devido ao coronavírus

Pagamento do ex-goleiro tinha sido suspenso após o clube entrar na justiça do trabalho alegando crise devido ao coronavírus

Folha de Pernambuco

A novela Magrão e Sport ganha mais um capítulo. Após o clube conseguir o adiamento de parte das dívidas com o ex-goleiro, o advogado de Alessandro Beti Rosa entrou recurso de mandato de segurança no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, e foi acatado. Devido a isso, não apenas a suspensão dos efeitos determinou o pagamento do acordo previamente feito, como também o clube será obrigado a pagar 100% de multa da parcela não paga.

"A juíza acolheu e determinou a suspensão do pagamento sem ouvir a parte contrária. Porém, não compete ao juiz analisar questões já decididas. Por isso entramos com o mandato de segurança, que serve para coibir um ato contrário praticado por uma autoridade pública e o Tribunal acolheu", afirmou Leonardo Costa, advogado do ex-goleiro.

O único que se posicionou sobre o caso no Sport foi o vice-presidente de Comunicação, Jurandyr Gayoso. "Recebemos com tristeza as últimas notícias. Mas preferimos não nos pronunciar para preservar a imagem do ídolo Magrão, que Alessandro Beti Rosa teima em manchar".

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O advogado de Magrão ainda disse que o Sport deve recorrer da decisão, mas "as chances de êxito são poucas e se o juiz alterar os efeitos dessa decisão por um despacho, causará uma situação preocupante".

Entenda o caso

Sport e Magrão entraram em acordo no ano passado para o pagamento de cerca de R$ 1,8 milhões dividido em parcelas fixas que seriam pagas até o fim de 2022. O clube, no entanto, alegou problemas financeiros em decorrência da Covid-19 e entrou em contato com o ex-goleiro, em abril, para uma amortização da dívida.

O que ficou acertado entre as partes foi que o Sport não pagaria em abril e junho e só depositaria 50% do valor acertado nos meses de maio e julho. Isso geraria um acúmulo de 3 parcelas a serem pagas a mais no início de 2023. O Leão, no entanto, entrou com ação na justiça em 13 de maio, dois dias antes do pagamento, e conseguiu a suspensão do valor previamente acordado por 120 dias.