Máscaras de proteção e álcool em gel somem das prateleiras no Recife

O medo da propagação do coronavírus fez com que algumas pessoas adiantem as indicações de proteção oficiais para evitar o contágio

O medo da propagação do coronavírus fez com que algumas pessoas adiantem as indicações de proteção oficiais para evitar o contágio

O medo da propagação do coronavírus fez com que algumas pessoas adiantem as indicações de proteção oficiais para evitar o contágio

Folha de Pernambuco

A procura por máscaras respiratórias, álcool em gel e vitamina C já derruba estoques no Recife. Em algumas farmácias visitadas ontem, pela Folha de Pernambuco, a procura era em vão para álcool em gel e máscaras. O medo da propagação do coronavírus fez com que algumas pessoas antecipassem as indicações de proteção oficiais para evitar o contágio. Contudo, o uso indiscriminado de artigos de profilaxia e proteção acaba por não ser, em todos os casos, necessário.

O médico infectologista e e chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Demetrius Montenegro, alerta que o uso de uma máscara não oferece segurança total. "Interessante que as pessoas começam a se preocupar com aquilo que está visível no rosto, que é a máscara, e se esquecem do que é mais importante: a lavagem das mãos. Então, não adianta nada você colocar uma máscara e com a mão suja manipular aquela máscara. Então, é muito melhor guardar o dinheiro para comprar álcool em gel para quando não tiver água e sabão utilizar o álcool em gel do que se preocupar em utilizar máscara. O item deve ser utilizado pelo profissional de saúde que estiver em atendimento com a pessoa suspeita ou caso confirmado."

A recomendação oficial do Ministério da Saúde é lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel em situações que impeçam a lavagem, não compartilhar objetos de uso pessoal e seguir a etiqueta respiratória (cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar). De acordo com o Ministério da Saúde, o coronavírus é menos contagioso que o vírus da gripe, mas deve-se evitar contato com pessoas doentes. "Não há nenhuma recomendação de que a pessoa tenha que usar máscara no dia a dia", explicou o infectologista Tiago Ferraz, do Real Hospital Português.

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Mesmo sem a necessidade de uso, o farmacêutico André Luiz Rodrigues, 44, viu as máscaras de proteção sumirem da farmácia onde trabalha com uma rapidez incomum. "É incrível como aumentou a procura, e agora nem temos mais máscaras para venda", informou. De acordo com o profissional, a procura também se manteve com álcool em gel, que acabou tanto na farmácia onde trabalha, na Avenida Guararapes, quanto nas vizinhas.

O balconista Rodrigo Pereira de Melo, 20, procurou álcool em gel para limpeza das mãos com maior frequência. "Fui em quatro farmácias na busca do produto, mas não achei. Minha esposa está grávida e eu fiquei preocupado com relação à higiene", contou.

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Infográfico - Crédito: Arte/Folha de Pernambuco