Natiruts comanda 'Réveillon Pé na Areia', na praia de Maracaípe

Com mais de duas décadas de trajetória, a banda de reggae brasiliense apresenta a turnê do disco 'I love'

Com mais de duas décadas de trajetória, a banda de reggae brasiliense apresenta a turnê do disco 'I love'

Com mais de duas décadas de trajetória, a banda de reggae brasiliense apresenta a turnê do disco 'I love'

Folha de Pernambuco

O som do Natiruts embala a virada de ano na praia de Maracaípe, em Ipojuca. A banda de reggae brasiliense é uma das atrações da festa de réveillon "Pé na Areia", que tem início às 22h desta terça-feira (31) e reúne ainda os shows de Casuarina e Biarritz. Com mais de duas décadas de trajetória, o grupo liderado pelo vocalista Alexandre Carlo traz para o litoral pernambucano o tour do disco "I Love".

Lançado no final de 2018, o oitavo álbum de estúdio da banda conta com as participações Gilberto Gil (“Verde do Mar da Angola”), da banda de reggae norte-americana Morgan Heritage (na faixa-título), do cantor Thiaguinho (“Serei Luz”) e do grupo Katchafire ("Mergulhei nos seus olhos"), da Nova Zelândia.

"É sempre marcante quando você faz um feat com alguém que tem uma história de vida musical icônica. Já tivemos a oportunidade de fazer com Luiz Melodia e, agora, com Gil. O que nós não tínhamos experimentado ainda era as parcerias internacionais. É uma outra forma de interpretação, em outa língua", afirma Alexandre.

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A banda já está com tudo pronto para lançar, em 2020, seu mais novo projeto. Será um documentário, batizado de "América Vibra", com imagens de bastidores e apresentações realizadas fora do Brasil. As últimas cenas foram filmadas durante os shows do grupo na Argentina, em setembro.

"Buenos Aires é uma das capitais culturais mais importantes da América Latina. Foram 15 mil pessoas nas duas noites e para nós foi muito legal ter essa gente toda lá. Esse DVD vai fazer um apanhado dos lugares onde a música do Natiruts chegou e o que ela representa, principalmente dentro da América Latina. Por isso, ele tem esse nome. Vem também de uma tentativa de desconstruir essa apropriação norte-americana do nome América, que pertence a todos nós. Achamos que a nossa principal função para com o público é passar mensagens positivas", explica.

Desde 2002, quando rompeu contrato com a antiga gravadora EMI, o Natiruts atua de maneira independente no mercado musical. Para isso, Alexandre criou a agência Zeroneutro e construiu um estúdio em sua própria casa, em Brasília. Hoje em dia, a empresa produz e gerencia a carreira não só da banda, mas também de outros artistas. "Nunca pensamos na música só como entretenimento. A gente queria que os nossos eventos, discos e videoclipes também prezassem", conta.

Preparado para passar a passagem de ano ao lado do público pernambucano, Alexandre afirma que o ano de 2019 foi positivo para o Natiruts, apesar das dificuldades. "Nós nos preparamos economicamente e espiritualmente também. Esse foi o nosso escudo contra essa energia negativa que está pairando. Para 2020, sempre há esperança de um ano melhor. A gente não vive dentro de uma bolha, achando que o Brasil e as nossa vidas dependem de um presidente ou do Congresso. A vida é muito mais do que isso e, independentemente de qualquer coisa, a gente está correndo atrás dos nossos sonhos e isso tem que continuar", pondera.