Novos leitos diminuem fila de espera por UTI em Pernambuco

Apesar da ampliação da estrutura hospitalar, situação segue crítica e isolamento é essencial para evitar colapso

Apesar da ampliação da estrutura hospitalar, situação segue crítica e isolamento é essencial para evitar colapso

Apesar da ampliação da estrutura hospitalar, situação segue crítica e isolamento é essencial para evitar colapso

Folha de Pernambuco

Há um mês, no dia 26 de abril, a rede estadual de Saúde de Pernambuco registrava 712 leitos destinados ao atendimento de pacientes com quadros suspeitos ou confirmados da Covid-19, sendo 333 de terapia intensiva (UTI) e 379 enfermarias, com 98% de 86% de ocupação, respectivamente.

No dia 7 de maio, o secretário de Saúde do Estado, André Longo, revelou que havia mais de 200 pessoas aguardando vaga em um leito de UTI. Na época, eram 467 unidades desse tipo entre os 928 leitos até então criados - a ocupação era de 98% nas UTIs e 87% nas enfermarias (461).

Nesta segunda-feira (25), a rede conta com 1.377 leitos destinados exclusivamente ao enfrentamento da Covid-19, dos quais 614 são UTIs e 763 são enfermarias. A ocupação segue alta - 97% e 87%, respectivamente -, mas foi possível diminuir a quantidade de pessoas na fila por uma vaga em UTI.

"Nas duas últimas semanas, mesmo com aumento nos pedidos de internamento, vimos diminuição nessa fila. A gente já chegou a ter 300 e hoje, na ultima visualização, tinha pouco mais de 180 pessoas nessa fila. Isso tem relação com o grande esforço para ampliação diária da rede”, destacou a secretária-executiva de Vigilância em Saúde do Estado, Luciana Albuquerque.

"A gente nunca negou que a situação é grave, a fila por leito de UTI existe. Mas é importante ressaltar que os pacientes que aguardam geralmente estão em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) ou em emergências hospitalares, sendo assistidos por suporte de oxigênio ou ventiladores”, completou.

Segundo Luciana, o tempo médio que um paciente fica nessa fila não é uma conta exata. Depende, além da disponibilidade de leito, de uma análise da situação na qual o mesmo se encontra, seja de condição clínica ou estrutural. "Se tiver dois pacientes e um estiver em uma unidade hospitalar de um município pequeno, ele vai ter prioridade com relação àquele que está em uma sala vermelha, já com ponto de oxigênio e ventilador à disposição."

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Esses 1.377 leitos em operação estão distribuídos em 20 municípios, englobando todas as quatro macrorregiões de saúde de Pernambuco. Além da criação dos hospitais de referência para a Covid-19, em Boa Viagem (antigo Alfa) e em Olinda (Maternidade Brites de Albuquerque), com 55 e 22 leitos de UTI, respectivamente, houve uma ampliação na estrutura de unidades de saúde já existentes.

O Hospital Universitário Oswaldo Cruz, por exemplo, implantou 45 leitos de UTI dedicados à doença, enquanto o Hospital Agamenon Magalhães destinou 44 leitos desse tipo. Já os hospitais Dom Hélder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, e o Mestre Vitalino, em Caruaru, contam com 40 UTIs cada.

Capital
O Estado tem atuado em uma parceria estreita com a Prefeitura do Recife, que colocou quase a totalidade dos leitos abertos à disposição da Central de Regulação do Estado. A Capital tem, no momento, 727 leitos destinados à Covid-19, sendo 125 UTIs e 602 enfermarias.

No Recife, foram construídos três hospitais provisórios, em Santo Amaro, nos Coelhos e na Imbiribeira, além de quatro estruturas anexas a unidades hospitalares já existentes, a exemplo do Hospital da Mulher, no Curado, e da Policlínica e Maternidade Barros Lima, em Casa Amarela.

“A redução de pessoas na fila é fruto do esforço na ampliação da capacidade assistencial pelo Estado e municípios. O que enxergamos aqui é uma corrida paralela da velocidade da doença com a capacidade de resposta. Esse esforço de criação de novos leitos tem sido fundamental para evitar um colapso no sistema de saúde. Mas esse risco não está afastado. Se estivéssemos sem as medidas de distanciamento e isolamento social, certamente essa quantidade de leitos já não seria suficiente. Não se pode entrar em zona de conforto porque a doença é traiçoeira, complexa. É fundamental que sigamos vigilantes”, ressaltou o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.

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