Número de casos de Covid-19 no Recife pode ser quatro vezes maior, aponta estudo

Segundo pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), cerca de 52 mil recifenses teriam sido infectados pela doença desde o início da pandemia

Segundo pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), cerca de 52 mil recifenses teriam sido infectados pela doença desde o início da pandemia

Segundo pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), cerca de 52 mil recifenses teriam sido infectados pela doença desde o início da pandemia

Folha de Pernambuco

Pelo menos 52 mil pessoas no Recife teriam sido infectadas pela Covid-19 segundo pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Dados oficiais divulgados pela Secretaria de Saúde do Recife contabilizam 13.549 casos e 865 óbitos por Covid-19 até o último domingo (24). Ou seja, o número de casos na Cidade apontado pelo estudo é aproximadamente quatro vezes maior.

O total é equivalente a cerca de 3,2% da população da capital pernambucana, de pouco mais de 1,6 milhão de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa nacional, chamada Epicovid-19, ainda aponta que o Brasil tem cerca de sete vezes mais infectados que o registrado nas estatísticas oficiais. 

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A taxa de infecção no Recife é a segunda maior do Nordeste. A primeira é de Fortaleza, onde 8,7% da população foi infectada segundo o estudo. O maior índice é da cidade de Breves, no Pará, onde 24,8% da população de 103 mil habitantes foi infectada, segundo a estimativa.

O estudo foi realizado entre os dias 14 e 21 de maio. Trata-se de um teste de uma amostra da população. Os pesquisadores colheram exames gratuitos de 25.025 pessoas. O trabalho é coordenado por Pedro Hallal, epidemiologista e reitor da Universidade Federal de Pelotas, em colaboração com pesquisadores de outras cinco universidades.

A relativamente baixa proporção de pessoas infectadas indica que a imunidade coletiva ("de rebanho") ainda está muito longe. A infecção pelo coronavírus praticamente terminaria quando cerca de 65% de uma população estivesse infectada –no entanto essas projeções variam e são objeto de controvérsia.


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