Obra restringe tráfego na rua Real da Torre

Serviço de pavimentação fechará uma das pistas da via até o final de outubro, mas o trânsito no local não será desviado

Serviço de pavimentação fechará uma das pistas da via até o final de outubro, mas o trânsito no local não será desviado

Serviço de pavimentação fechará uma das pistas da via até o final de outubro, mas o trânsito no local não será desviado

Folha de Pernambuco

Pedestres, ciclistas, usuários de ônibus e motoristas que circulam na Zona Norte do Recife precisarão redobrar a atenção nas próximas semanas. Começou quinta-feira uma nova fase das obras de requalificação da 2ª Perimetral. A Autarquia de Urbanização do Recife (URB) iniciou a troca de pavimentação da rua Real da Torre, na altura do Atacado dos Presentes. Serão realizados os serviços de raspagem e recapeamento da via, que já passou pela recuperação do sistema de drenagem.

Sábado, os mesmos trabalhos serão iniciados no trecho que vai do cruzamento da Estrada dos Remédios com a avenida Engenheiro Abdias de Carvalho até avenida Visconde de Albuquerque, na altura do Hospital D’Ávila. Segundo a URB, a finalização total da fase de recapeamento está prevista para o dia 31 de outubro. As obras estão sendo realizadas por uma equipe de 50 trabalhadores.

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Atualmente, quem circula pelas vias que passarão por melhorias reclama das condições precárias da pista e das calçadas. A empreendedora Luciana Gouveia, de 56 anos, reconhece a necessidade das obras, mas se sente prejudicada pelo trânsito. "A situação da Real da Torre, por exemplo, é péssima. Tráfego sempre complicado, pista esburacada. Mas quando tem obra parece que falta planejamento. Deveria haver uma maior agilidade para conclusão e diminuir os transtornos para a população", comentou.

A aposentada Isnalda Santana, 71, desceu do ônibus com dificuldade. Precisando se equilibrar em uma bengala, ela conta que redobra os cuidados para evitar cair enquanto anda pelas calçadas da Real da Torre. "Vou andando devagar e olhando bem para o caminho. Se para mim já é ruim imagina para uma cadeirante", disse. Aventurando-se entre os carros com sua bicicleta, o auxiliar de cozinha Natanael Joaquim, 20, diz se sentir inseguro. "A maioria dos motoristas não respeita os ciclistas. Quando estamos em uma ciclofaixa a situação melhora", fala.

Como aconteceu na primeira etapa, para evitar desconfortos às pessoas e garantir a trafegabilidade na área, os trabalhos acontecerão das 20h às 5h, ocupando apenas uma faixa da pista. De acordo com a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), durante as obras não será preciso fazer desvios no tráfego. Por isso, ao longo dos trabalhos agentes de trânsito da Autarquia farão o monitoramento da área.

A próxima etapa dos trabalhos da 2ª Perimetral será a requalificação das calçadas. Segundo o diretor de engenharia e obras da URB, João Batista, a primeira etapa está orçada em R$ 37,5 milhões. "Após a troca do asfalto vamos fazer toda a sinalização. Paralelo a isso temos outras intervenções que serão iniciadas. Vamos implantar 11 novas paradas de ônibus, além da melhoria da iluminação pública e do paisagismo, com plantação de novas árvores", comentou.

Batista ressalta que o transtorno existe em qualquer obra, mas a URB se planejou para minimizá-los. "Não estamos atuando em uma área livre de circulação. Estamos trabalhando com a população usufruindo do espaço. Então, pedimos um pouco de paciência, pois o resultado esperado será a satisfação das pessoas com o resultado. Nosso objetivo é melhorar a mobilidade na 2ª Perimetral", falou.

Investimento de R$ 249,8 milhões

O projeto completo da Nova 2ª Perimetral, composta por vias de tráfego intenso, contempla a requalificação do corredor desde as pontes Motocolombó, em Afogados, e Gilberto Freyre, na Imbiribeira, até a divisa entre o Recife e Olinda, garantindo a conectividade entre os corredores viários e a integração entre os diversos modais de transporte. Para facilitar a execução, os 20 km de vias foram divididos em quatro trechos.

Com investimento de R$ 249,8 milhões para as obras, com financiamento do Fundo de Garantia (FGTS) e contrapartida da gestão municipal, o objetivo da intervenção é melhorar a mobilidade, a acessibilidade, a segurança e o acesso da população ao transporte coletivo. A obra foi prometida ainda no PAC 2 Mobilidade Grandes Cidades, anunciado pelo governo federal no ano de 2012. Na época, o Brasil se preparava para receber a Copa do Mundo de 2014.

A primeira etapa, que está em andamento, inclui criação de ciclofaixa, melhoria da iluminação pública, adequação da rede de drenagem, implantação de novas paradas de ônibus e serviços de urbanismo e paisagismo. A obra também inclui a adequação de praças e espaços urbanos, além da recuperação dos acessos das vias transversais do corredor. A previsão para a conclusão do projeto é novembro de 2019.

A segunda fase da requalificação deve ser iniciada no primeiro semestre de 2020, mas ainda não tem data certa. Ela compreenderá a Estrada dos Remédios, a partir da rua Imperial, em Afogados, até a Avenida Visconde Albuquerque, na Madalena. No sentido inverso, parte da avenida João Ivo da Silva e Avenida Cosme Viana, em Afogados.