[Opinião] Para Eraldo Lira de Macedo

Artigo de José Américo Góis

Para Eraldo Lira de Macedo, longe de alcançar a qualidade e estatura dele:

Mas eu não quero falar de pandemia, eu quero falar de um homem extraordinariamente bom e sábio. Bom e sábio no sentido de criar seus filhos, de amar a sua mulher, querida Dona Lúcia, eles, um casal admirável e por todos nós admirados.

Ele que desceu da Serra, aquela Serra encantada e imensa. Fosse eu poeta cantador faria a mais bela canção para aquela Serra que, encantada, sempre me fascinou com seus mistérios, seus bichos e suas matas insondáveis.

Pois seu Eraldo é dali, desceu com todos os seus encantos e conquistou Dona Lúcia , e deram ao mundo, Aderval, Alaor, Aron (mesmo nome de Elvys), Ana Lúcia e Z, ops, desculpem, Alan Coelho de Macedo, este Coelho de Macedo deles.

E o mundo com eles enriqueceu, em humor, graça e ironia, além dos profissionais corretos e capazes, muito capazes, todos eles.

Mas seu Eraldo era alegria e graça no seu humor, que todos os filhos herdaram. Não é humor comum, daqueles que a gente acha no chão ou escrito em papel de bodega, é mais humor pros lados da Inglaterra, daquele povo galego. Não tenho a menor ideia de como foi isso.

Chegava eu de Recife, na carreira da ausência forçada, e minhas primeiras visitas da saudade eram para seu Eraldo e o velho Roderique. Roderique, por que? Não sei. Porque eu gostava dele, é a melhor resposta.Porque eu gostava desses dois personagens humanos e marcantes para mim, é isso!!!

Depois vinham os açudes, e aí é outra história.

Não há mais razão para morrer de saudade por Ouricuri. Seu Eraldo foi para outro plano, como meus pais, meus tios, meus avós, um querido sogro. Mas como a vida segue, voltamos sempre com outras perspectivas e novas alegrias, e a certeza da renovação da vida nos meninos e meninas das famílias.

*José Américo Góis é diretor operacional da Folha de Pernambuco