Prédio atingido por incêndio nas Graças não sofre dano estrutural, conclui Defesa Civil

Fogo atingiu apartamento no terceiro andar do prédio localizado perto do Clube Português.

Fogo atingiu apartamento no terceiro andar do prédio localizado perto do Clube Português.

Fogo atingiu apartamento no terceiro andar do prédio localizado perto do Clube Português.

Folha de Pernambuco

Atingido por incêndio em um dos apartamentos no fim da noite dessa quarta-feira (20), o edifício Nossa Senhora do Nazaré, localizado na rua Doutor Bandeira Filho, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife, não causou risco estrutural no prédio. A conclusão é da Defesa Civil do Recife após vistoria realizada na manhã desta quinta-feira (21). 

Na vistoria, foi constatada a "necessidade de intervenção no piso e no teto do quarto atingido pelo fogo e, por isso, o cômodo precisará ficar isolado até que uma obra de recuperação seja realizada". A Defesa Civil também informou que os quartos dos apartamentos de cima e de baixo também precisarão ficar isolados até a conclusão do serviço. O prédio, localizado perto do Clube Português, possui 18 apartamentos distribuídos em seis andares. Não houve vítima.

A causa das chamas que começaram no apartamento 302 ainda não foi divulgada, mas a suspeita dos moradores dos apartamentos vizinhos é que um abajur tenha causado o incêndio. No local, mora um grupo de fora de Pernambuco que veio trabalhar no Recife. O fogo danificou totalmente dois quartos da residência e atingiu um terceiro quarto, segundo o Corpo de Bombeiros. Também foram afetadas as paredes do banheiro, da cozinha e a janela de um quarto do apartamento localizado acima, no quarto andar. 

De acordo com a moradora do sexto andar Maria Félix, de 78 anos, que vive no local há 17 anos, não havia ninguém no apartamento 302 quando o fogo começou. “Eu tava deitada, rezando. Ouvi as pessoas gritando. Quando abri a janela, era só fogo. Desci correndo pelas escadas. O susto foi muito grande”, relatou a aposentada, que não conseguiu dormir desde o incêndio e aguarda a liberação do prédio para ter acesso ao apartamento.

Assim como ela, o morador José Barbosa de Melo, que vive no local há 35 anos, também não saiu na frente do prédio desde o ocorrido. “Eu fiquei com medo que as chamas voltassem. Moro no apartamento 303, que fica em frente ao local onde o incêndio começou. Eu estava com a minha família quando vi as chamas. Ninguém esperava”, contou.

Quatro viaturas do Copro de Bombeiros foram utilizadas no combate ao incêndio, totalmente debelado por volta das 2h dessa madrugada.