R$ 140 mi para novos empreendimentos no Bairro do Recife

Obras do Porto Novo Recife já estão em andamento e projeto deve ser concluído no começo de 2022. Para a construção cerca de 1.430 empregos serão gerados, e quando prontos, Hotel, marina e centro de convenções vão gerar mais de 3 mil postos de trabalho

Obras do Porto Novo Recife já estão em andamento e projeto deve ser concluído no começo de 2022. Para a construção cerca de 1.430 empregos serão gerados, e quando prontos, Hotel, marina e centro de convenções vão gerar mais de 3 mil postos de trabalho

Obras do Porto Novo Recife já estão em andamento e projeto deve ser concluído no começo de 2022. Para a construção cerca de 1.430 empregos serão gerados, e quando prontos, Hotel, marina e centro de convenções vão gerar mais de 3 mil postos de trabalho

Folha de Pernambuco

O Bairro do Recife vai ganhar empreendimentos como um hotel, marina e um centro de convenções. A construção dos equipamentos recebe um investimento de R$ 140 milhões e devem gerar cerca de 1.430 empregos diretos somente na construção e outras 3.380 vagas diretas e indiretas quando estiverem prontos, no primeiro semestre de 2022. As vagas de trabalho estarão disponíveis nas Agências de Trabalho de Pernambuco. O anúncio do investimento foi feito durante reunião no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco.

Os empreendimentos vão se instalar onde ficavam os armazéns 15, o antigo prédio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 16 e 17 do Porto do Recife, nas imediações do Cais de Santa Rita. Os armazéns fazem parte de um pacote de sete espaços que foram cedidos à iniciativa privada, indo do Cais de Santa Rita até o Forte do Brum.

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O espaço é de responsabilidade da iniciativa privada, por meio da incorporadora Porto Novo Recife, formada por quatro empresas pernambucanas, a GL Empreendimentos, Excelsior Seguros, Maxxima Empreendimentos e Hima Participações.

Do total do investimento, R$ 80 milhões são destinados para a construção do hotel, R$ 40 milhões para o Centro de Convenções e R$ 20 milhões para a marina. Entre os detalhes do projeto, o hotel será de porte quatro estrelas, com 240 quartos, além de restaurantes, lojas, salas de reunião, piscina e 136 vagas de estacionamento. Já a marina terá capacidade para atracar 136 barcos e veleiros de até 70 pés. O centro de convenções irá receber eventos com até 4 mil pessoas e terá 231 vagas de garagem.

Para o governador Paulo Câmara, a construção do empreendimento representa o bom momento que passa a economia pernambucana. “A gente ficou feliz com o que foi apresentado, em um momento com poucas coisas acontecendo no Brasil. Aqui temos condições de anunciar um investimento. Esse equipamento vai ampliar o turismo de negócios, o de lazer, abrindo expectativas positivas de que vale a pena investir em Pernambuco”, disse.

O integrante do conselho técnico do Porto Novo Recife, Rogério Castro Filho, as obras começaram em março, tem uma duração de 21 meses e cerca de 70% do espaço dos armazéns será preservado. “Estamos em fase de execução de canteiro. O centro de convenções ficará nos armazéns 16 e 17, que serão recuperados e uma parte será derrubada para tornar a avenida mais larga. Vai ser muito importante para a cidade dando continuidade aos armazéns que já estão operando”, afirmou.

A construção faz parte do Porto Novo Recife, projeto que foi anunciado no ano de 2012, e que será concluído com o início destas obras. As obras do complexo estavam previstas para terminar em 2014, mas por pendências de licenças ambientais e de patrimônio histórico. A primeira fase do projeto, que envolveu a reforma dos armazéns que vão da Ponte Giratória até o Forte do Brum custou R$ 40 milhões, que somada a esse novo investimento, totaliza R$ 180 milhões para revitalização dos armazéns.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, conta que a demora pelo início das obras se deu por conta de problemas na justiça. “Em 2012 foi feito um arrendamento, a maioria da movimentação portuária de Pernambuco foi transferida para Suape. Isso fez com que uma área do Porto do Recife pudesse ser liberada. A primeira etapa foi concluída na reforma dos outros armazéns, e a segunda demorou devido a licenças ambientais e de patrimônio histórico. Tiveram processos judiciais tentando impedir que a prefeitura desse a licença, e todos esses desafios precisaram ser vencidos”, destacou.

Além do governador Paulo Câmara, e do secretário Bruno Schwambach, estiveram presentes representantes do Porto Novo Recife, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, entre outras autoridades.