Santa Cruz começa a colher frutos de experimentações

Mesmo ainda devendo algumas peças, mescla entre juventude e os mais experientes têm trazido bons resultados ao Tricolor

Mesmo ainda devendo algumas peças, mescla entre juventude e os mais experientes têm trazido bons resultados ao Tricolor

Mesmo ainda devendo algumas peças, mescla entre juventude e os mais experientes têm trazido bons resultados ao Tricolor

Folha de Pernambuco

No encaminhamento para o início da sexta rodada, o Campeonato Pernambucano vai revelando os possíveis clubes que devem avançar de fase. Para o Santa Cruz, líder da competição com 13 pontos, além da importância de se segurar na ponta da tabela, o momento já mostrou ser propício para experimentar novas peças no plantel. Dos cinco atletas promovidos da base ao profissional, três já estrearam com a camisa coral: utilizar aos poucos, essa foi a estratégia anunciada ainda na pré-temporada, que, por sua vez, vem se mostrando bem-sucedida, em uma mescla necessária entre juventude e experiência na equipe coral.

Até o domingo, o Tricolor tinha 100% de aproveitamento, com triunfos sobre Petrolina (3x0), Retrô (2x1), Vitória (1x0) e Salgueiro (2x1), pelo Estadual. Depois do empate sem gols com o Central, o alto percentual não foi mantido, mas o Tricolor continua invicto no torneio, com oportunidade, inclusive, de abrir sete pontos de diferença para o terceiro colocado - Afogados da Ingazeira, próximo adversário dos corais. Pela Copa do Brasil, a primeira fase já foi superada e o Tricolor espera apenas a confirmação da data do confronto com o Atlético-GO pela segunda fase do certame nacional. Já no Nordestão, o cenário é diferente, mas o time demonstrou na última quinta que o fôlego está em dia e ganhou mais um respiro na competição, após bater o ABC por 1x0 no último minuto, ocupando, agora, a sexta posição, com quatro pontos.

Ao torneio regional deve-se uma ressalva: foi na partida diante do Alvinegro Potiguar que Itamar Schulle utilizou, pela primeira vez na temporada, três jóias da casa - além do goleiro Maycon Cleiton, que atuou em todos os jogos do Tricolor até então -, cumprindo promessa feita pelo clube ainda na pré-temporada. João Cardoso, André e Felipe Cabeleira estrearam com a camisa coral e deram tom diferente ao esquema tático de Schulle, com suas respectivas características. Pelo meio, Cardoso impôs mais velocidade às investidas ofensivas do time, formando boa dupla com Mayco Félix, com quem fez boas triangulações. Quando foi acionado, o volante André não decepcionou, apresentando boa articulação nos desarmes de bola e na proteção da cabeça de área.

Já Cabeleira foi chamado no final do jogo e, mesmo sob a necessidade de trabalhar melhor o físico e ganhar mais agilidade, o meia-atacante foi aprovado na “primeira prova de fogo” e quase foi o herói da equipe, depois de chutar uma bola que parou nas mãos do goleiro abecedista. O bom início de temporada deve-se, também, justamente essa mescla de atletas - para alguns tardia - para outros, fruto de muita paciência e persistência por parte da comissão técnica coral.

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