Secretaria Estadual de Saúde investiga mortes de saguis em Aldeia

Causa das mortes ainda é desconhecida. Possibilidades, no entanto, foram levantadas, como herpes, dengue ou até febre amarela

Causa das mortes ainda é desconhecida. Possibilidades, no entanto, foram levantadas, como herpes, dengue ou até febre amarela

Causa das mortes ainda é desconhecida. Possibilidades, no entanto, foram levantadas, como herpes, dengue ou até febre amarela

Folha de Pernambuco

No final de dezembro, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) foi notificada sobre a morte de pelo menos 14 saguis em um condomínio fechado no bairro de Aldeia, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A causa das mortes ainda é desconhecida. Assim, técnicos do Programa Estadual de Controle das Arboviroses estiveram no local para coletar os animais. Possibilidades, no entanto, foram levantadas, como herpes, dengue ou até febre amarela. O material está sendo processado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE).

O Estado também treinou, na última segunda-feira, equipes da brigada ambiental, vigilância ambiental e secretaria de Meio Ambiente do município de Camaragibe sobre a importância de notificar a ocorrência de morte de primatas não humanos e os cuidados ao encontrar esses animais.

Para prevenir a população que vive no entorno e, também, no condomínio onde as mortes ocorreram, será feita vacinação de bloqueio contra a febre amarela. A atividade de imunização será realizada pelo município de Camaragibe. O Programa Estadual de Imunização já capacitou os profissionais das salas de vacina e da Atenção Primária da cidade.

Através de nota, SES-PE informou “que não registra casos autóctones de febre amarela em Pernambuco desde 1938”. Ou seja, não há a circulação do vírus da doença no Estado desde então. Destaca-se também que os macacos não transmitem a doença para os humanos, sendo vítimas também do vírus. Desde 2017, Pernambuco realiza a vigilância em epizootia para monitorar a mortalidade de primatas não humanos. Desde então, não há nenhum óbito relacionado à febre amarela desses animais no Estado.

Outro alerta feito pela SES-PE é sobre a importância de não alimentar animais silvestres e, de forma alguma, maltratá-los. Vale lembrar que matar macaco é um crime previsto em lei, com sanções como prisão e pagamento de multa. O Programa de Arboviroses também fará palestras educativas com os moradores e funcionários do condomínio.

Fatores de risco

Pessoas que nunca entraram em contato com a febre amarela ou nunca se vacinaram contra ela correm o risco de contrair a doença ao viajarem para locais em que ela é ativa, mesmo que não haja casos recentes reportados nestas regiões. O risco é maior para as pessoas com mais de 60 anos de idade e qualquer pessoa com imunodeficiência grave devido a HIV/AIDS.

Muitas pessoas que contraem a febre amarela não apresentam sintomas, e quando os apresentam, os mais comuns são: Febre; Dores musculares em todo o corpo, principalmente nas costas; Dor de cabeça; Perda de apetite; Náuseas e vômito; Olhos, face ou língua avermelhada; Fotofobia; Fadiga e fraqueza.