Operação Lava Jato
Política Bolsonaro diz que 'é direito' de Lula ficar preso após semiaberto

Bolsonaro diz que 'é direito' de Lula ficar preso após semiaberto

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, presidente comentou a carta na qual o ex-presidente diz não aceitar barganhar seus direitos e sua liberdade

Bolsonaro e Lula

“Quer ficar, fica”, afirmou Bolsonaro sobre Lula

“Quer ficar, fica”, afirmou Bolsonaro sobre Lula

Adriano Machado/Reuters - 166.9.2019

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (30), ao jornal O Estado de S.Paulo, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o “direito” de não querer deixar a carceragem da PF (Polícia Federal) em Curitiba, onde está preso em regime fechado desde o dia 7 de abril de 2018.

“Quer ficar, fica”, afirmou Bolsonaro após ser questionado sobre o fato de Lula ter escrito uma carta na qual diz não aceitar barganhar seus direitos e sua liberdade. “Não vou tripudiar em cima dele”, disse o presidente.

Logo em seguida, porém, Bolsonaro afirmou que, “graças a Deus”, o projeto de poder do PT não deu certo. “O cara meteu a mão.”

"É direito dele ficar preso lá. Quer ficar, fica. Não vou interferir. Não vou tripudiar em cima dele. Foi julgado em segunda instância, terceira... O que o governo dele fez está patente", mencionou.

Veja também: Lula pode recusar a progressão para o regime semiaberto?

"Esta noite assisti a uma entrevista de um dos delatores. Esqueci o nome dele, cabeça branca... Senhor Barusco? [Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobrás]. Ele fala em detalhes o que aconteceu no governo dele [do ex-presidente Lula]. Não tem como várias pessoas inventarem a mesma história. O cara meteu a mão e entregou a amigos dele. Para quê? Projeto de poder. Não deu certo. Graças a Deus, não deu certo. A gente está tentando fazer aqui o melhor para o Brasil", ressaltou Bolsonaro.

Ao comentar o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que pode anular sentenças da Lava Jato, Bolsonaro disse não "meter a mão" em poder nenhum. "Cada um faz sua parte. Eu quero é harmonia, paz e governar o Brasil. Não quero confusão, não. Eu sou o Executivo, não sou Legislativo. A última palavra é deles, do veto. A regra do jogo é essa, não vai mudar a regra", garantiu.