Política Bolsonaro nega possibilidade de 'imposto do pecado'

Bolsonaro nega possibilidade de 'imposto do pecado'

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, Paulo Guedes havia falado sobre elevar o imposto sobre cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos açucarados

Bolsonaro negou "imposto do pecado"

Bolsonaro negou "imposto do pecado"

Adriano Machado/Reuters

O presidente da República, Jair Bolsonaro, negou nesta sexta-feira (24) a possibilidade de criação de um imposto sobre produtos que podem fazer mal à saúde, apelidado de "imposto do pecado". "Aumentar cerveja não. Está descartado", disse o presidente com bom humor logo após sua chegada no hotel onde ficará hospedado em Nova Délhi, na Índia, para uma missão de quatro dias.

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"Não teremos qualquer majoração de carga tributária. Houve também um ruído muito forte de que estaríamos criando dois pedágios. Zero a possibilidade disso", afirmou Bolsonaro.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, havia afirmado nesta semana no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que sua pasta analisava um aumento no tributo em produtos como cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos açucarados. "Estou doido para elevar o imposto do açúcar, pedi para similar tudo", disse Guedes na Suíça.

"Paulo Guedes, desculpa aqui, você é meu ministro, te sigo 99%, mas aumento de imposto para cerveja não", afirmou Bolsonaro, destacando que "não tem como aumentar carga tributária no Brasil".