Convidado para Casa Civil, Braga Netto chefiou intervenção no Rio

O general é tido como capaz de reconhecer talentos e limitações próprias e de sua equipe e não toma decisões tempestivamente

O novo ministro da Casa Civil, general de Exército Walter Souza Braga Netto

O novo ministro da Casa Civil, general de Exército Walter Souza Braga Netto

Fernando Frazão/Agência Brasil - 03.07.2018


Convidado para ser o novo ministro da Casa Civil, o general de Exército Walter Souza Braga Netto, ex-chefe da intervenção federal do Rio, é avesso à exposição e prefere ficar longe dos holofotes. Atual Chefe do Estado-Maior do Exército, Braga Netto substituirá Onyx Lorenzoni, que deverá ser deslocado para o Ministério da Cidadania. A informação é do jornal O Estado de São Paulo.

Nascido em Belo Horizonte, Braga Netto cumpre o “perfil mineiro”: prefere o trabalho ao verbo. Ao assumir o comando da intervenção no Rio, que lhe concedeu poderes de governador do estado na área da Segurança Pública, determinou a seus subordinados e pediu aos familiares discrição nas redes sociais.

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O general é tido como capaz de reconhecer talentos e limitações próprias e de sua equipe e não toma decisões tempestivamente. Prefere ouvir diversas opiniões.
Descrito como respeitoso, bem humorado e afável, o general tem carreira internacional – foi observador militar das Nações Unidas no Timor Leste, e adido na Polônia e nos Estados Unidos. Trouxe a tradição dos militares americanos de trocar e colecionar medalhas. Eles carregam uma espécie de medalhão com o emblema do local onde estão servindo para presentear os visitantes.

Entrou no Exército em 1974. Em 1994, ainda como major de Cavalaria, apresentou na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme) uma monografia com propostas sobre como aproveitar melhor o pessoal na carreira militar, com foco nos oficiais.

Em uma espécie de prognóstico, dizia que “a sociedade, dentro do enfoque da qualidade total, cada vez mais cobrará da instituição a eficácia na consecução de sua destinação fim” e propunha a especialização, por causa das mudanças tecnológicas. “O militar, em particular, deve ser orientado para a função em que apresente um melhor rendimento em prol da instituição. O Exército do ano 2000 necessitará, mais do que nunca, de uma otimização de seus valores humanos”, escreveu.