Política Deputado pede impeachment do prefeito de Araraquara

Deputado pede impeachment do prefeito de Araraquara

Eduardo Bolsonaro protocolou o requerimento contra Edinho Silva; Câmara rejeitou, nesta terça-feira (3), por 13 votos a 4

  • Política | Do R7

Sessão plenária da Câmara de Araraquara ocorreu de forma virtual na noite desta terça (3)

Sessão plenária da Câmara de Araraquara ocorreu de forma virtual na noite desta terça (3)

Câmara de Araraquara (SP)

A Câmara Municipal de Araraquara rejeitou, na noite desta terça-feira (3), por 13 votos a 4, o pedido de impeachment contra o prefeito Edinho Silva (PT), protocolado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na segunda-feira (2). A sessão plenária ocorreu de forma virtual.

O requerimento de investigação se baseou na compra de respiradores de R$ 1 milhão, sem licitação, em uma empresa de cosméticos.  Votaram a favor do pedido os três vereadores do Patriotas Marchese da Rádio, Carlão do Joia e Marcos Garrido, além do vereador Lineu Carlos de Assis, do Podemos.

Desrespeito aos protocolos

A vice-presidente da Câmara de Araraquara, vereadora Thainara Faria (PT), afirmou que "desrespeitando todos os protocolos de segurança, Eduardo Bolsonaro e representantes do grupo político derrotado em 2020 protocolaram o pedido contra o prefeito Edinho Silva na segunda-feira (2)". Mas, segundo ela, a Câmara fez justiça ao rejeitar o pedido por ampla maioria.

"Por representar a antítese do negacionismo, Edinho agora é alvo do clã Bolsonaro e de seus cegos seguidores", disse a vereadora. "A gestão de Edinho foi pioneira no Brasil ao adotar lockdown para conter o avanço da pandemia de covid-19. Com o sucesso das medidas sanitárias adotadas pelo prefeito, Araraquara se tornou exemplo de gestão pública – motivo que desperta a ira daqueles que devem ter suas pretensões políticas sepultadas por um longo período."

Nesta terça-feira (3), mais cedo, o prefeito Edinho Silva afirmou pelo Twitter que o ataque da família Bolsonaro decorre justamente do fato de Araraquara se destacar pela defesa da ciência e da medicina. "O bolsonarismo prega negacionismo e incentiva o genocídio. Só isso explica essa obsessão por nos atacar: representamos a derrota ideológica deles", escreveu. 

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