Política Eduardo destitui 12 vice-líderes do PSL ligados a Bivar na Câmara

Eduardo destitui 12 vice-líderes do PSL ligados a Bivar na Câmara

Destituição foi o primeiro ato após sua confirmação como líder do partido na Casa, ao receber o apoio de 28 dos 53 parlamentares da legenda

Eduardo Bolsonaro destitui 12 vice-líderes do PSL ligados a Bivar na Câmara

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) discursa na Câmara

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) discursa na Câmara

GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO

Em seu primeiro ato como novo líder do PSL na Câmara, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP) determinou o desligamento de todos os 12 vice-líderes do partido na Casa nesta segunda-feira (21).

Eduardo foi confirmado no cargo na manhã de hoje após receber o apoio de 28 dos 53 parlamentares da legenda – a lista original tinha 29 nomes, mas um não foi aceito pela Secretaria Geral da Mesa.

A maioria dos deputados que perdeu a função de vice-líder é da ala do partido ligada ao presidente da sigla, Luciano Bivar (PSL-PE). Os vices são responsáveis por substituir o líder quando necessário.

Dayane Pimentel (BA)
Nicoletti (RR)
Nereu Crispim (RS)
Nelson Barbudo (MT)
Júnior Bozzella (SP)
Julian Lemos (PB)
Joice Hasselmann (SP)
Heitor Freire (CE)
Felício Laterça (RJ)
Coronel Tadeu (SP)
Charles Evangelista (MG)
Também foi desligado da vice-liderança o deputado Daniel Silveira (RJ), o que gravou o Delegado Waldir em uma reunião em que ele falava sobre "implodir" o presidente Jair Bolsonaro.

Mais cedo, ao tratar da disputa na bancada, Eduardo adotou cautela e evitou falar como líder. "Está sendo protocolada uma sucessão de listas, vamos esperar para ver como é que vai isso daí. Uma hora os deputados vão parar de assinar uma lista ou outra”, disse ele ao deixar a Câmara. 

Ele também negou que houvesse qualquer acordo para pacificar o partido, como aliados de Bivar chegaram a afirmar. 

O documento que teve as assinaturas necessárias para levar Eduardo à liderança foi o terceiro apresentado pela ala do partido ligada a Bolsonaro. Na semana passada, uma guerra de listas acabou com uma derrota para o grupo “bolsonarista” da bancada e Delegado Waldir foi mantido no posto.

Isso porque a Câmara não reconheceu algumas das assinaturas no documento pró-Eduardo. Como mostrou o Estado, ao menos quatro nomes estavam tanto nas listas a favor de Eduardo e de Waldir.

Na ocasião, ao ser mantido na liderança, Waldir retirou cargos de deputados ligados a Bolsonaro em comissões. Cinco parlamentaras tiveram suas funções partidárias suspensas. Foram suspensos os deputados Alê Silva (MG), Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR), Carlos Jordy (RJ) e Bibo Nunes (RS) - todos da ala "bolsonarista". Eles estão afastados de suas funções partidárias, como ocupar cargos em comissões da Câmara ou diretórios da legenda.