Política Em carta, Lula diz que não troca dignidade por liberdade

Em carta, Lula diz que não troca dignidade por liberdade

Na semana passada, procuradores da força-tarefa da Lava Jato pediram a progressão do regime do petista para o semiaberto

Em carta, Lula diz que não troca dignidade por liberdade

Carta foi lida por advogado na PF

Carta foi lida por advogado na PF

Reprodução

Em carta entregue a seus advogados nesta segunda-feira (30), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não troca sua dignidade pela liberdade. O texto é uma resposta ao pedido dos procuradores da Lava Jato, que na semana passada sugeriram a progressão da pena do petista para o regime semiaberto.

A carta foi lida pelo advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso.

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Em um trecho da carta, Lula diz que "tudo o que os procuradores da Lava Jato deveriam fazer era pedir desculpas ao povo brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pelo mal que fizeram à democracia, à Justiça e ao país".

Lula tem dito que só sai da cadeia para ser declarado inocente, e não aceita o semiaberto, regime no qual o preso dorme na cadeia e passa o restante do dia fora.

"Tenho plena consciência das decisões que tomei nesse processo e não descansarei enquanto a verdade e a Justiça não voltarem a prevalecer", escreveu.

Também nesta segunda, a juíza federal Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais do Paraná, pediu à Superintendência da PF (Polícia Federal) no Paraná que seja informada ‘a certidão de conduta carcerária’ do ex-presidente.

Em seu despacho, a juíza ainda autorizou o recálculo da multa de R$ 4,1 milhões imposta ao ex-presidente Lula, valor questionado judicialmente desde agosto. O pagamento da multa é um dos condicionantes para a progressão de pena.