Líder do PSL na Câmara afirma que vai 'implodir' Bolsonaro 

Delegado Waldir reclama de suposta articulação para sua saída do cargo de liderança e disse que divulgaria gravação

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir

Fátima Meira/ Futura Press/ Estadão Conteúdo - 03.10.2019

O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO), afirmou em áudio obtido pela Record TV que pretende “implodir” o presidente Jair Bolsonaro. Na conspiração contra o presidente, ele reclama da suposta articulação de Bolsonaro para retirá-lo do cargo de líder do PSL no Legislativo e colocar no lugar o deputado Eduardo Bolsonaro.

Waldir é ligado ao presidente do partido, o deputado Luciano Bivar (PE), e tem feito críticas públicas a Bolsonaro. Na conversa gravada, nesta quarta-feira (16), ele disse que divulgaria um áudio comprometedor a Bolsonaro.

“Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”, diz o líder do PSL. Ele aborda a questão por cerca de um minuto, referindo-se ao presidente com palavrões.

O arquivo em que Waldir fala com outros parlamentares sobre o presidente tem cerca de 9 minutos de duração. A fala sobre a intenção de implodir Bolsonaro começa aos 2 minutos e 40 segundos.

Ouça o áudio aqui

Um arquivo de áudio foi divulgado nesta quinta-feira (17) pelas revistas Época e Crusoé, que mostram Bolsonaro pedindo assinatura possivelmente a um deputado do PSL não identificado com o objetivo de obter apoios para tirar Delegado Waldir da liderança do partido.

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Ao sair do Palácio da Alvorada, Bolsonaro falou aos jornalistas que, se alguém o "grampeou", foi um ato de desonestidade. "Eu não trato publicamente deste assunto. Converso individualmente. Se alguém grampeou telefone, primeiro é uma desonestidade", afirmou.

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O R7 entrou em contato com a assessoria do deputado no início da tarde desta quinta, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.