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Política STF suspende inquérito sobre intimidação de ministros do STJ

STF suspende inquérito sobre intimidação de ministros do STJ

Ministra Rosa Weber determinou que a tramitação seja suspensa até o mérito da questão ser julgado pela Primeira Turma da Corte

  • Política | Do R7

Ministra Rosa Weber preside sessão plenária por videoconferência. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF (10/12/2020)

Ministra Rosa Weber preside sessão plenária por videoconferência. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF (10/12/2020)

Rosinei Coutinho/SCO/STF - 10.12.2020

A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu nesta terça-feira (30) o inquérito aberto pelo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Humberto Martins, para apurar supostas tentativas de violação da independência jurisdicional e de intimidação de ministros daquela corte.

A ministra determinou que a tramitação seja suspensa até o mérito da questão ser julgado pela Primeira Turma da Corte, formada por Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e por ela própria.

“Defiro a liminar postulada para determinar a suspensão da tramitação do inquérito instaurado pela Portaria STJ/GP nº 58, de 19 de fevereiro de 2021, com seus apensos e incidentes, até o julgamento do mérito do presente habeas corpus pela Primeira Turma desta Suprema Corte”, escreveu a ministra na decisão.

O resultado preliminar é considerado uma vitória para a Lava Jato, depois de Rosa Weber ter negado no último dia 23 um pedido da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) para suspender do inquérito.

Investigação

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, pediu em fevereiro ao procurador-geral da República Augusto Aras a abertura de apuração criminal e administrativa contra os procuradores Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato no Paraná, e Diego Castor de Mattos, que integrou a força-tarefa.

O ofício foi enviado após a imprensa revelar diálogos entre Deltan e Diego Castor. As conversas mostram a intenção dos procuradores de investigar, sem autorização, a movimentação patrimonial de ministros do STJ.

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