Tem mais gente atacando o presidente, diz Mourão

Vice-presidente diz que Bolsonaro é alvo de "um dos mais vis ataques à sua pessoa, vindo de quem nunca defendeu a verdade"

Mourão minimizou fala do deputado Eduardo

Mourão minimizou fala do deputado Eduardo

Bruno Batista/ VPR - 12.09.2019

Para o presidente em exercício, Hamilton Mourão, além da imprensa, há outros autores de "ataques" ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Tem mais gente atacando o presidente", declarou nesta quarta-feira (30).

A fala de Mourão ocorre após notícias sobre depoimento do porteiro que cita o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em investigação sobre a assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Mais cedo, o general afirmou nas redes sociais que o presidente é alvo de "um dos mais vis ataques à sua pessoa, vindo de quem nunca defendeu a verdade, a honestidade e o interesse nacional".

"Eu seria leviano em dizer que objetivo é atingir a pessoa do presidente. Mas pode dar a atender isso aí. As fontes comprovam que o presidente não estava no condomínio, estava em Brasília", disse Mourão.

Segundo o presidente em exercício, o inquérito deveria ser conhecido apenas por Bolsonaro e o presidente do STF, Dias Toffoli. "Eu não sabia de nada. Óbvio que este é um assunto que deveria estar apenas na alçada do presidente Bolsonaro e do presidente do STF. Esse inquérito corre em segredo de Justiça."

Chile

Mourão minimizou fala do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre uso de força policial para conter eventuais protestos como os que ocorrem no Chile se repitam ao Brasil. "Em 2013, com todos os protestos, em nenhum momento as Forças Armadas foram empregadas. Basicamente foi empregada polícia e Força Nacional", disse o presidente em exercício.

Eduardo disse na terça (29) que os manifestantes no Brasil teriam de "se ver com a polícia". Numa eventual radicalização, segundo o deputado, "a gente vai ver a história se repetir", sem mencionar a que fato histórico se refere.

Segundo Mourão, há informes sobre ligação de governos de Cuba e Venezuela com os protestos no Chile. "Existem informes. Informes são 'não confirmados'. Pessoal do Chile está trabalhando sobre isso aí", afirmou.