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Criadora da caneta de emagrecimento aposta em nova marca após perder protagonismo

Ter sucesso nem sempre é estar ganhando: Novo Nordisk muda discurso interno para voltar à forma

Além do Marketing|Murilo MorenoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Novo Nordisk criou a caneta de emagrecimento Saxenda em 2014 e o Ozempic em 2017, mas perdeu espaço para a concorrente Eli Lilly and Company.
  • A empresa mudou sua marca para apenas "Novo", retornando às suas origens antes da fusão com Nordisk em 1989.
  • O CEO Maziar Mike Doustdar lançou "The Novo Way" para atualizar a cultura da empresa, focando no consumidor e na saúde diária.
  • A mudança de marca visa revitalizar a empresa, que enfrenta desafios estruturais e competição acirrada no mercado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A marca da canetinha também emagreceu Imagem gerada por IA / DALL-E 3

Ter sucesso não quer dizer, obrigatoriamente, ter sucesso. Veja o caso da Novo Nordisk. Ela criou a onda das canetinhas de emagrecimento, em 2014, com a Saxenda. Mas foi o Ozempic, em 2017, que começou todo o burburinho, quando virou seus canhões de diabetes para gordura.

Apesar de tudo isso, a empresa foi atropelada pela concorrente americana Eli Lilly and Company, fabricante do Mounjaro, que virou a trendsetter (a que dita a moda) do mercado.

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Tudo parece dar certo pra ela, mesmo quando a Novo Nordisk lança um produto que faz mais sucesso que a concorrente. Tanto que, mesmo com as suas novas versões, que trocam a seringa pela boca, vendendo mais do que as da americana, suas ações caíram 15% este ano.

O que a gente faz num caso desses? Muda a marca! E foi o que a Novo Nordisk fez. Virou o touro Ápis, que vivia andando pra esquerda e que agora caminha pra direita, além de sumir com o nome Nordisk. Agora é só Novo.

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O que não é uma novidade, volta pro lugar em que a empresa estava antes de 1989. Acontece que a Novo apareceu em 1925. Dois anos depois da Nordisk. Concorrentes, se fundiram em 1989. Assumiram o símbolo que existia desde a criação e o nome das duas. Agora, volta às origens, com um animal de direita... a direção que está andando, não me entenda mal...

O interessante é que, ao mesmo tempo, o CEO Maziar Mike Doustdar quer atualizar a cultura da empresa. Lançou a “The Novo Way”, direcionando a empresa para o consumidor.

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Quer dizer, sempre fez isso, mas agora o discurso é de que a saúde que dura começa hoje, agora. Não é uma coisa mágica, de longo prazo. É algo que se constrói todos os dias, pouco a pouco. Eu entendo, mas não compreendo. Já não era isso?

Pro cara chegar falando de obsessão pelo cliente, competitividade, clareza, cuidado e integridade, é porque alguma coisa estava quebrada no brinquedinho. Está parecendo que ele avisou a todos que a empresa estava meio fora de forma, com alguns quilinhos a mais, e com isso perdeu o foco no que é mais importante.

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Estranho, porque o discurso dele me lembra o dos presidentes da Unilever e da Nestlé, que assumiram recentemente falando de algo parecido. O que percebo é que as europeias estão se preparando para uma maratona, talvez contra a onda chinesa que está invadindo o mundo.

Não sei se mudar a marca resolve problemas que são mais estruturais. Mas, pelo menos, chacoalha o barco. Agora é ficar de olho na balança e ver se a Novo conseguiu emagrecer.

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