O STF está aí para confundir

O tribunal incumbido de garantir a segurança jurídica é uma usina de insegurança

Ministro Edson Fachin durante sessão plenária do STF. Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF (20/02/2020)

Ministro Edson Fachin durante sessão plenária do STF. Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF (20/02/2020)

Fellipe Sampaio /SCO/STF 20.02.2020

Na primeira década deste século, milhões de brasileiros conheciam os 11 titulares da seleção brasileira de futebol. E eram pouquíssimos os que conseguiam dizer os nomes dos 11 juízes do Supremo Tribunal Federal. Neste começo de 2022, os que sabem de cor a escalação do timão da toga talvez sejam mais numerosos que os capazes de identificar os titulares do time de Tite. O problema é que a seleção era popular pela qualidade dos craques. O STF está cada vez mais famoso pelas derrapadas dos seus integrantes.

A anulação das condenações impostas ao único presidente da República que virou presidiário, por exemplo, tornou mais conhecido o ministro Edson Fachin. Pior para ele. Uma pesquisa do Instituto Paraná divulgada nesta quarta-feira informa que a decisão foi reprovada pela maioria dos brasileiros de todas camadas sócio-econômicas e todas as faixas etárias. Se dependesse do povo, a anulação seria anulada. Reside aí a principal diferença entre o STF e a corte suprema dos Estados Unidos. Lá, decisões do tribunal acabam com qualquer confusão. Aqui, a confusão começa quando algum ministro anuncia uma decisão.

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