Que fim levaram os sem-teto de Boulos?

O líder do MTST pode acabar inventando a quarentena ao relento

Depois da posse do presidente Jair Bolsonaro, as invasões subitamente cessaram

Depois da posse do presidente Jair Bolsonaro, as invasões subitamente cessaram

Marcelo Justo/Reprodução MTST

A cada invasão promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos tentava justificar outro estupro do direito de propriedade com a mesma discurseira fantasiosa. Enquanto milhões de brasileiros não têm moradia, berrava, o patrimônio da burguesia e da elite inclui incontáveis casas vazias, a serviço da especulação imobiliária.

Depois da posse do presidente Jair Bolsonaro, as invasões subitamente cessaram. Para isso contribuíram a extinção das mesadas federais, o fim da impunidade institucionalizada na Era PT e a mudança das prioridades do chefe. Boulos passou a dedicar-se em tempo integral à política partidária. Mas que fim levaram as multidões sem-teto?

Se continuam sem uma casa para chamar de sua, como poderão cumprir as regras do isolamento social? Boulos é defensor da quarentena para todos. Que providências tomou o líder para ajudar os liderados? Ao menos abrigou algum no amplo sobrado que habita?

Já que não existe quarentena ao relento, o volume de invasões de terrenos urbanos deveria ter crescido exponencialmente, certo? Como não se registrou um único pontapé desse gênero na Constituição, das duas, uma: ou os milhões de sem-teto só existiram na fértil imaginação de Guilherme Boulos ou todos já têm casa própria.