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A trégua entre Bolsonaro e o STF parece longe do fim

Bolsonaro durante entrevista à Jovem Pan

Bolsonaro durante entrevista à Jovem Pan

Reprodução/Jovem Pan

Na entrevista ao programa Direto ao Ponto, o presidente Jair Bolsonaro evitou entrar em detalhes sobre o processo de reaproximação em curso entre o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Mas emitiu sinais de fácil decodificação. Disse mais de uma vez, por exemplo, que foram cinco, e não apenas uma, as conversas telefônicas mantidas com o ministro Alexandre de Moraes na madrugada em que entrou em cena o pacificador Michel Temer.

No diálogo inaugural, Bolsonaro gracejo: “Não é porque eu sou palmeirense e você é corintiano que vamos brigar…”. As outras quatro certamente foram muito além de divergências futebolísticas. Mas nem o presidente nem o ministro contaram até agora o que conversaram.

Também as menções ao ministro Luís Roberto Barroso adquiriram um tom muito menos agreste que o utilizado até as manifestações de 7 de setembro. Barroso fez chegar a Bolsonaro a disposição de incluir as Forças Armadas no grupo de entidades e instituições que acompanharão  de perto — e do começo ao fim— o processo eleitoral de 2022. O aceno permitiu ao presidente arquivar o mantra segundo a qual não haveria eleições no ano que vem.

Lideres oposicionistas repetem Bolsonaro é afetado de vez em quando por surtos de lucidez que não duram muito. A trégua iniciada no dia 9 de setembro continua. E parece duradoura.

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