Vírus chinês se vinga de Witzel e Barbalho

Ou a dupla ignorou as regras que baixou ou a quarentena radical não funciona

O coronavírus resolveu afastá-los por um tempo da frente de batalha

O coronavírus resolveu afastá-los por um tempo da frente de batalha

Reprodução

Dilma Rousseff descobriu há poucos dias que o coronavírus é solerte, esperto e ataca na horizontal ("porque as famílias são horizontais", ensinou a doutora em nada). O vírus chinês é também vingativo, revelou nesta terça-feira o ingresso na multidão de infectados pela pandemia: Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, e Helder Barbalho, do Pará.

Só pode ter sido vingança. Witzel e Barbalho integram o comando da tropa que luta pela imposição do isolamento radical a todos os habitantes dos Estados que governam. Ambos avisaram recentemente que, se necessário, botariam na cadeia quem ousasse descumprir alguma das normas baixadas pelos condutores do combate à pandemia. Certamente irritado com a agressividade dos inimigos, o coronavírus resolveu afastá-los por um tempo da frente de batalha.

Das duas, uma. Ou a dupla foi infectada apesar de seguir todas as instruções do manual do confinamento ou sucumbiu à infecção por ter descumprido alguma norma. Na primeira hipótese, transformaram-se em provas contundentes de que a quarentena não funciona. Na segunda opção, merecem sair dos hospitais onde estão em tratamento diretamente para uma cela solitária no presídio mais próximo.