Blog do Nolasco Governo estuda usar alta da arrecadação para reduzir Imposto de Renda

Governo estuda usar alta da arrecadação para reduzir Imposto de Renda

Até fevereiro, a arrecadação de impostos teve um crescimento real de 12,92% na comparação com o mesmo período do ano passado

Aplicativo do Imposto de Renda

Aplicativo do Imposto de Renda

PAULO GUERETA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 07/03/2022

Fontes do governo federal afirmaram ao blog nesta sexta-feira (8) que são feitos estudos para que possa ocorrer a redução do Imposto de Renda. Ainda não foi tomada uma decisão sobre se a redução atingirá as pessoas físicas, as empresas ou ambas as categorias. No caso das pessoas físicas, a ideia é aumentar a faixa de isenção. Hoje pagam IRPF os trabalhadores que recebem acima de R$ 1.903,98 por mês. No caso de redução do IRPJ, o imposto das empresas, o governo pretende estimular investimentos.

A proposta de redução do Imposto de Renda não é nova, e o governo tenta fazer isso por meio da reforma tributária, que está parada no Senado Federal por falta de acordo sobre a cobrança de um novo imposto sobre os lucros e dividendos de donos de empresas.

Agora, o governo pode trabalhar com uma nova alternativa para fazer a redução. A ideia é usar parte da arrecadação de impostos, que vem crescendo, para diminuir a cobrança de IR.

Dados da arrecadação demonstram que, em fevereiro de 2022, o valor foi de cerca de R$ 148 bilhões, ou seja, houve acréscimo real de 5,27% em relação a fevereiro de 2021, já compensando valores corrigidos pela variação da inflação (IPCA). No acumulado de janeiro a fevereiro deste ano, a arrecadação federal alcançou R$ 383,986 bilhões, o que representa um acréscimo real de 12,92%. É o melhor desempenho arrecadatório desde 1995.

Parte dos recursos já foi usada pelo governo para diminuir em 25% o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O valor da redução do Imposto de Renda ainda não foi definido e vai depender dos cálculos sobre o excesso de arrecadação.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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