Blog do Nolasco 'Vamos entrar em um acordo', diz Braga Netto sobre FAB e Embraer

'Vamos entrar em um acordo', diz Braga Netto sobre FAB e Embraer

Contrato bilionário para a aquisição de aviões de carga gera crise entre contratante e fornecedora

  • Blog do Nolasco | Thiago Nolasco, da Record TV, e Renato Souza, do R7

Ministro da Defesa, Walter Braga Netto

Ministro da Defesa, Walter Braga Netto

Cleia Viana/Câmara dos Deputados - 17.08.2021

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, afirmou que espera em breve um acordo entre a FAB (Força Aérea Brasileira) e a fabricante de aviões Embraer. A corporação militar quer reduzir a aquisição de 28 aviões cargueiros KC-390 que já foram encomendados, mas a situação abriu uma crise entre a compradora e a fornecedora.

O contrato foi assinado em 2014, prevendo a compra dos aviões no valor de R$ 7,2 bilhões. A FAB quer uma redução para 15 unidades, e diz que a decisão foi tomada em razão das necessidades da força “diante dos recursos anualmente disponibilizados”.

“Considerando a decisão da Embraer e a impossibilidade de permanecer com a execução do contrato nas quantidades atuais, a Força Aérea Brasileira, no intuito de resguardar o interesse público, iniciará, dentro dos limites previstos na lei, os procedimentos para a redução unilateral dos contratos de produção das aeronaves KC-390, fato inédito e indesejável nessa importante e cinquentenária relação”, afirmou a FAB, em nota.

Os cargueiros desse modelo podem ser usados para transporte de equipamentos e insumos, combate a incêndios florestais, missões de resgate e outras. Para Braga Netto, o objetivo é chegar a um acordo entre as duas entidades. "A FAB quer reduzir o escopo. Não tem a necessidade daquele número de aviões que foi feito. No momento é, e, se você alonga demais, fica obsoleto", disse Braga Netto, que está em viagem aos Emirados Árabes Unidos.

O ministro negou que a crise tenha relação com o valor cobrado pelas aeronaves. "A questão não é redução de preço, é redução de escopo da necessidade do avião. Não tem nada a ver com redução de preço", completou.

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