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Christina Lemos Ação do ministro Weintraub foi gota d'água para Dias Toffoli

Ação do ministro Weintraub foi gota d'água para Dias Toffoli

Ministro da Educação apoiou grupo que furou bloqueio na Esplanada neste domingo e levou Dias Toffoli, presidente do STF, a subir o tom

  • Christina Lemos | Com colaboração de Mara Mendes, da Record TV

Toffoli repudiou o grupo de manifestantes

Toffoli repudiou o grupo de manifestantes

Foto: Nelson Jr./SCO/STF (13/05/2020)

O encontro do ministro da Educação, Abraham Weintraub, com manifestantes neste domingo (14), dia seguinte a um grupo ter lançado fogos de artifício contra o STF, obrigou o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, a subir o tom. "Recados mais duros estão por vir", disse ao blog um interlocutor de confiança do ministro.

Leia mais: Após fogos no STF, governador do DF demite subcomandante da PM

O gesto de aproximação a manifestantes que furaram o bloqueio determinado pelo governo do Distrito Federal na Esplanada dos Ministérios pode levar à demissão do ministro Weintraub.

Neste domingo, Toffoli repudiou o grupo de manifestantes que lançou fogos de artifício em direção ao prédio da Corte na noite de sábado (13) em Brasília. "O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo sua missão”, afirmou Toffoli.

O governador Ibaneis ficou furioso com o desrespeito a seu decreto e prometeu ao STF uma resposta à altura. Neste domingo, ele exonerou o subcomandante da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Sérgio Luiz Ferreira de Souza, por ter permitido que manifestantes disparassem os fogos de artifício contra o Supremo, o que ele considerou “erro grosseiro e primário” da PM. "A Polícia Militar do DF deve servir, no mínimo, para resguardar os cidadãos e as instituições da capital federal. Se não fez isso, errou grosseiramente”, disse à Record TV. A decisão de exonerar o coronel Souza foi tomada pela manhã e o decreto, assinado à tarde.

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