Novo Coronavírus

Christina Lemos Alcolumbre deseja recuperação de Bolsonaro e cobra 'respeito à vida'

Alcolumbre deseja recuperação de Bolsonaro e cobra 'respeito à vida'

Chefe do Congresso criticou artigo de jornal que torce pela morte do presidente. Presidente do STF também se manifestou e pediu "pacificação"

Alcolumbre reafirmou que o Brasil "já perdeu vidas demais, já sofremos demais"

Alcolumbre reafirmou que o Brasil "já perdeu vidas demais, já sofremos demais"

Jefferson Rudy/Agência Senado - 02.07.2020

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), divulgou uma nota oficial, nesta quarta-feira (8), em que deseja a saúde de Bolsonaro "esteja logo e prontamente restabelecida". Bolsonaro foi diagnosticado com covid-19 na última terça-feira (7).

O senador aproveitou para criticar um artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, do jornalista Hélio Schwartsman, cujo título é: “Por que torço para que Bolsonaro morra”. 

"Sou judeu e carrego comigo a dor da intolerância religiosa e sempre busco me posicionar de maneira firme no combate a toda e qualquer discriminação e, principalmente, contra atitudes raivosas, cheias de ódio e desprovidas de humanidade. O respeito à vida deve vir acima de qualquer questão, seja ela política, ideológica ou de qualquer ordem", afirmou o senador.

Alcolumbre destacou, em referência à pandemia do novo coronavírus, que o Brasil "já perdeu vidas demais, já sofremos demais e essas perdas são irreparáveis". Porém, afirmou que o momento é de união. "Precisamos mais do que nunca combater o ódio e direcionar nossos pensamentos e ações para o que temos de melhor como brasileiros que somos: a empatia e a solidariedade", disse.

Leia o comunicado na íntegra:

"Nota à imprensa

Brasília, DF, 08 de julho de 2020.

O Presidente Jair Bolsonaro confirmou, nesta terça-feira (07), que testou positivo
para Covid-19. Em nome do Parlamento, estimo que sua saúde esteja logo e
prontamente restabelecida.

Ao mesmo tempo, registro minha indignação, como homem público e cidadão, com o lamentável artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, assinado pelo jornalista Hélio Schwartsman, intitulado: “Por que torço para que Bolsonaro morra”.

Sou judeu e carrego comigo a dor da intolerância religiosa e sempre busco me posicionar de maneira firme no combate a toda e qualquer discriminação e, principalmente, contra atitudes raivosas, cheias de ódio e desprovidas de humanidade. O respeito à vida deve vir acima de qualquer questão, seja ela política, ideológica ou de qualquer ordem.

O Brasil já perdeu vidas demais, já sofremos demais e essas perdas são irreparáveis. Logo, em um momento de tamanho sofrimento, precisamos mais do que nunca combater o ódio e direcionar nossos pensamentos e ações para o que temos de melhor como brasileiros que somos: a empatia e a solidariedade.
Ainda que haja discordâncias, faculdade admissível nos regimes democráticos,
precisamos caminhar de mãos dadas com o respeito às instituições e às autoridades constituídas. Não há "consequencialismo” que deseje a morte de alguém como saída política para uma pandemia sanitária.

O único extermínio que se quer, e pelo qual devemos torcer, é o do vírus. Somente o fim do coronavírus pode impedir que o Brasil chore tantas perdas e a tragédia de tantas mortes.

Davi Alcolumbre
Presidente do Congresso Nacional"

Presidente do STF

Toffoli também desejou melhoras ao presidente

Toffoli também desejou melhoras ao presidente

Rosinei Coutinho/SCO/STF - 01.07.2020

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Antonio Dias Toffoli, também desejou a rápida recuperação de Bolsonaro e defendeu o fim do "ódio e da intolerância". Em nota, disse que uma uma sociedade livre se constrói "com respeito à diversidade, elemento essencial à convivência democrática".

Leia o comunicado na íntegra:

"Uma sociedade livre não se constrói com ódio e intolerância, mas com respeito à diversidade, elemento essencial à convivência democrática. Desejamos o pronto restabelecimento do presidente Jair Bolsonaro e dos demais brasileiros que enfrentam hoje a Covid-19. Somente um processo de pacificação cicatrizará as feridas deixadas por essa pandemia, que já tirou 66.868 vidas no Brasil. Em nome pessoal e do Poder Judiciário, trabalhamos pela vida e pela paz.

Ministro Dias Toffoli
Presidente do STF e do CNJ"

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