Novo Coronavírus

Christina Lemos Anvisa atende a pedido da Fiocruz e terá reuniões diárias por vacina

Anvisa atende a pedido da Fiocruz e terá reuniões diárias por vacina

Agência também receberá representantes da AstraZeneca nos encontros, cujo objetivo é afinar documentação necessária

Encontros diários da Anvisa com Fiocruz pretendem acelerar aprovação de vacina

Encontros diários da Anvisa com Fiocruz pretendem acelerar aprovação de vacina

Juan Ignacio Roncoroni/EFE

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) terá reuniões diárias com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e com o laboratório AstraZecneca a fim de afinar a documentação necessária para a aprovação do pedido de uso emergencial da vacina contra a covid-19.

A primeira delas ocorreu na segunda-feira (4), ocasião em que a agência solicitou à Fiocruz mais informações a respeito, principalmente, do lote de 2 milhões de doses a ser importado de um fornecedor da AstraZeneca na Índia, o Serum Institute of India. 

Outro encontro, virtual, ocorreu na manhã desta terça-feira para tratar, segundo nota da Anvisa, "do andamento das ações para que seja apresentado o pedido de uso emergencial da vacina contra a covid- 19, desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Fiocruz".

A mudança de postura se deve à urgência para se obter o imunizante, capaz de controlar a pandemia. 

Até o momento, o Brasil não tem uma dose sequer da vacina de Oxford, que foi a única aposta do Ministério da Saúde.

A Fiocruz depende de importações para que o Ministério da Saúde garanta o início da campanha de vacinação contra a covid-19 no país. A produção nacional só deve começar no segundo semestre, na planta de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro.

Polêmica com a Índia

Ontem, o Brasil foi surpreendido por uma declaração do presidente-executivo do Instituto Serum da Índia, Adar Poonawalla, do último domingo (3), de que o governo local havia requisitado a produção local das primeiras 100 milhões de doses da vacina da AstraZeneca produzida pela empresa indiana.

A proibição das exportações afetaria diretamente a encomenda brasileira. A Fiocruz chegou a acionar o Ministério das Relações Exteriores para contornar o impasse. 

Hoje, porém, o mesmo executivo voltou atrás e admitiu que nada impede o laboratório a exportar doses para outros países.

Em seguida, os ministérios das Relações Exteriores e da Saúde divulgaram uma nota conjunta em que afirmam que não há proibição de exportações na Índia

"As negociações entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Serum da Índia para a importação pelo Brasil de quantitativo inicial de doses de imunizantes contra a covid-19 encontram-se em estágio avançado, com provável data de entrega em meados de janeiro", diz o comunicado. 

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