STF

Christina Lemos Barros vai ao STF para depor. CPI da Covid mantém data

Barros vai ao STF para depor. CPI da Covid mantém data

Líder do governo na Câmara, deputado tinha depoimento marcado para quinta-feira (8), mas comissão do Senado alterou cronograma

Deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) é líder do governo na Câmara

Deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) é líder do governo na Câmara

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 09.06.2021

O deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR) recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para forçar os membros da CPI da Covid a manter seu depoimento, agendado anteriormente para a próxima quinta-feira (8). Ele quer ser ouvido após denúncias de irregularidades em contrato de compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde envolverem seu nome.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar, que é líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, afirma que a oitiva foi "desmarcada sem justificativa". "Fui convidado para ser ouvido no dia 8/07 e confirmei. Foi desmarcado sem justificativa. Recorri ao STF para garantir a minha fala. Vou reafirmar que nada tenho com a Covaxin e responder os questionamentos. A CPI não pode sequestrar a minha honra", postou.

Barros, que foi ministro da Saúde no governo Michel Temer, é autor de uma emenda parlamentar que facilitou a compra de imunizantes estrangeiros. 

O deputado Luís Miranda (DEM-DF) relatou à CPI da Covid que, ao denunciar possível corrupção na aquisição da Covaxin, ouviu do presidente Jair Bolsonaro como resposta que era "rolo de um deputado". Depois da insistência dos senadores em saber quem era o parlamentar, Luís Miranda revelou o nome de Barros.

O líder do governo nega as acusações e tem buscado, conforme relata sua defesa no mandado de segurança com pedido liminar ao STF, "desde a primeira acusação, demonstrar que está à  disposição e, mais do que isso, que possui vontade de depor, prestar esclarecimentos".

"É completamente desarrazoado que o Impetrante fique sujeito a esperar a “conveniência” da CPI em franquear o espaço para o exercício do sagrado direito de ampla defesa, mormente quando não há qualquer fundamentação minimamente idônea para justificar o adiamento sine die de depoimento que já se encontrava devidamente marcado", diz trecho do pedido ao Supremo.

Para o dia 8 de julho a CPI, no lugar de Barros, agendou o depoimento de Francieli Fontana Fantinato, que pediu exoneração. Ela coordenava do PNI (Plano Nacional de Imunização). Não há menção no calendário desta semana para a convocação do deputado.

Últimas