Christina Lemos Centrão vai de “tudo que não presta” à liderança, em 18 meses

Centrão vai de “tudo que não presta” à liderança, em 18 meses

Bloco de partidos médios oferece até 200 votos no Congresso e retira Bolsonaro do isolamento político. Fase de “demonização” está encerrada

Ricardo Barros é o novo líder do governo na Câmara

Ricardo Barros é o novo líder do governo na Câmara

Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

A escolha do deputado Ricardo Barros, do PP do Paraná, para líder do governo na Câmara, consolida a guinada política do presidente Bolsonaro, que passou a adotar discurso mais moderado e de centro e enquadrou os filhos e a ala ideológica do governo, até segunda ordem.

Major mantém confiança de Bolsonaro e pode virar ministro

Ao inaugurar o mandato, em janeiro de 2019, Bolsonaro fez escolhas - como a do líder Vítor Hugo - que indicavam o “vôo solo” a que estava disposto, coerente com o discurso das urnas, quando decretou guerra à chamada velha política. Pouco antes, havia criticado o então adversário de campanha, Geraldo Alckmin, por ter reunido “a nata de tudo que não presta no Brasil”, quando o tucano conquistou o apoio das legendas de centro que controlavam a pauta do Congresso. Àquela altura, o isolamento de Bolsonaro dificultava até mesmo a escolha de um candidato a vice para sua chapa.

A fase de “demonização” do Centrão ficou para trás, juntamente com a mudança de foco no olhar do presidente, que saiu do retrovisor e passou a mirar em 2022. Bolsonaro desembarca do palanque de 2018 e mira na governabilidade possível. Com acenos a Temer, o presidente também trabalha para agregar o MDB. Os conselhos do ainda influente emedebista colaboraram para a pacificação das relações e do discurso de Bolsonaro.

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