Christina Lemos Chances da terceira via encolhem para 13% e apressam agenda

Chances da terceira via encolhem para 13% e apressam agenda

Campanha de Simone Tebet entrega plano de governo nesta semana e aguarda apoio formal do PSDB

Tebet: corrida para 'ganhar musculatura' e se tornar conhecida do eleitor

Tebet: corrida para 'ganhar musculatura' e se tornar conhecida do eleitor

Waldemir Barreto / Agência Senado

Os últimos números da pesquisa BTG Pactual, divulgados nesta segunda-feira, revelam que os potenciais votos na terceira via estão encolhendo — a corrente, que partiu de 25% de intenções de voto, agora agrega cerca de 13%. O indicativo aumentou o ceticismo em torno das chances da emedebista Simone Tebet (MDB/MS) e obriga à aceleração nas ações para viabilizar sua candidatura como representante dos vários partidos desta corrente.

Em conversa com o blog nesta manhã, o ex-governador Germano Rigotto, que coordena o programa de governo da candidata, confirmou a apresentação das diretrizes para esta semana e a entrega direta à senadora em encontro nesta sexta, em Porto Alegre. Rigotto rebate a ideia de que a pesquisa tenha funcionado como uma “ducha de água fria” na articulações em favor de Tebet. “Essa pesquisa mostra justamente que ela é quem tem condições de crescer neste processo. É quem tem a menor rejeição entre todos!” O levantamento indica 28% de rejeição à pré-candidata, que também é a menos conhecida, entre os mais competitivos.

O salto esperado pelos apoiadores de Tebet está nas mãos dos tucanos, que estimam para esta semana a definição sobre declarar apoio formal à pré-candidatura da senadora. A articulação está a cargo dos presidentes dos partidos: Baleia Rossi, pelo MDB, Bruno Araújo, pelo PSDB, e Roberto Freire, pelo Cidadania. No núcleo da campanha do ex-governador João Doria, o ambiente é de ceticismo. A principal cobrança é que Simone Tebet assuma posições mais claras e abandone a neutralidade em temas de impacto.

“Na base do ‘vota em mim porque eu não sou Bolsonaro nem Lula’ não vamos avançar”, declara Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara e um dos principais coordenadores do plano de governo do então candidato João Doria. “O MDB tem plenas condições de fazer uma consulta ampla ao eleitor que deixou de votar em Bolsonaro e migrou para o Lula para saber dele qual é a sua agenda”, defende Maia, em conversa com o blog.

Sobre as chances de apoio formal do PSDB a Tebet, o ex-deputado é cauteloso: “Estamos aguardando a posição oficial do partido”, declara. “Não vou mais me meter nesta eleição, não”, desconversa. Rodrigo Maia é um dos principais auxiliares do ex-governador João Doria, que deixou a disputa há uma semana.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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