CNI ataca criação de novo imposto sobre transações digitais

Confederação fez declaração após ministro da Economia, Paulo Guedes, revelar sobre proposta econômica que inclui criação de tributo

Imposto seria cobrado sobre comércio eletrônico

Imposto seria cobrado sobre comércio eletrônico

Pixabay

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou nesta quinta-feira (16) ser contra a criação de um novo imposto no Brasil, já que o país já possui uma alta carga tributária. 

A declaração foi feita após o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que há, na proposta de reforma tributária em andamento, a criação de um novo imposto sobre transações digitais. 

O governo ainda não enviou a proposta, mas assessores da economia também têm falado à imprensa que a ideia é incluir o novo imposto sobre pagamentos eletrônicos. O governo se recusa a chamar de "nova CPMF", que era uma cobrança que incidia sobre todas as movimentações bancárias, para bancar a ampliação da desoneração sobre a folha de pagamentos das empresas.

Comissão da reforma tributária da Câmara retoma trabalhos

Segundo a CNI, é essencial que "se pense antes na criação de um sistema tributário capaz de gerar investimentos e empregos", para que haja crescimento econômico e desempregados consigam voltar ao mercado de trabalho. 

A entidade também considera como prioridade a reestruturação do setor elétrico, a atualização de normas para o licenciamento ambiental e o aumento de investimentos em tecnologia e inovação.