Christina Lemos CoronaVac: Butantan aguarda China para cumprir novo contrato

CoronaVac: Butantan aguarda China para cumprir novo contrato

Segundo acerto prevê fabricação de 54 milhões de doses até agosto. Ainda não há previsão de entrega de insumos chineses. Autonomia só virá em 2022

CoronaVac: fim da dependência chinesa virá só em 2022.

CoronaVac: fim da dependência chinesa virá só em 2022.

Alberto Valdés / EFE - Arquivo

O Instituto Butantan, responsável pela fabricação da CoronaVac, vacina aplicada em 80% dos brasileiros imunizados, ainda não tem a confirmação da chegada dos insumos necessários para iniciar o cumprimento do segundo contrato com o Ministério da Saúde, que prevê a fabricação de 54 milões de doses da vacina. “Já está tudo mais ou menos certo, só não está autorizado ainda”, informa fonte do instituto que acompanha diretamente o andamento das entregas da matéria prima vinda da China.

A dependência dos insumos chineses lança dúvidas sobre o cumprimento do segundo contrato, que prevê a totalização de 100 milhões de doses da CoronaVac até agosto. “O cronograma vai depender da chegada do IFA”, admite a fonte. A expectativa é que apenas em 2022 o Brasil deixará de ser dependente da matéria prima importada para a produção de imunizantes em larga escala.

Com a chegada esta semana de 3 mil litros de insumos vindos da China, o Butantan espera entregar até o dia 10 de maio as últimas doses da CoronaVac correspondentes ao lote final do primeiro contrato de 46 milhões de doses, firmado com o Ministério da Saúde.

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