Christina Lemos CoronaVac também não deve ser aplicada em grávidas, diz bula

CoronaVac também não deve ser aplicada em grávidas, diz bula

Ministério orientou, em 27 de abril, que todas tivessem prioridade na vacinação. Anvisa mandou suspender AstraZeneca para o grupo

Grávidas não devem tomar CoronaVac e AstraZeneca

Grávidas não devem tomar CoronaVac e AstraZeneca

Pixabay

Ao contrário da orientação nacional expedida pelo Ministério da Saúde em 27 de abril, a bula das duas principais vacinas utilizadas para a imunização em massa no Brasil desautorizam o uso em grávidas.

O ministério orientou que fosse dada prioridade a todas as grávidas e puérperas na vacinação contra a covid-19. Nova determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), divulgada na noite desta segunda-feira (10), mandou suspender a aplicação do imunizante da AstraZeneca/Oxford para o grupo. Também a bula da CoronaVac não prevê a aplicação em grávidas.

Bula das duas principais vacinas usadas no Brasil desautorizam o uso em grávidas

Bula das duas principais vacinas usadas no Brasil desautorizam o uso em grávidas

Paolo Aguilar/EFE - 20.7.2020

No capítulo “uso na gravidez e lactação”, a bula da CoronaVac dirigida ao paciente informa: “Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou cirurgião dentista”.

E explica ainda: “Estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas ou lactantes”.

Há 14 dias, o Ministério orientou que grávidas, com ou sem comorbidades, e também puérperas passassem ao grupo prioritário de vacinação. Ao todo, estima-se que estes dois grupos reúnam mais de 3 milhões de mulheres.

Na manhã desta terça-feira (11), o estado de São Paulo, promotor da fabricação da CoronaVac no Brasil, por meio do Instituto Butantan, anunciou a suspensão temporária da vacinação de gestantes com comorbidades, prevista para começar hoje, "em virtude do comunicado da Anvisa".

A orientação da agência refere-se apenas à AstraZeneca/Oxford, mas o estado decidiu pela suspensão geral, até nova orientação do Programa Nacional de Imunização.  

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