Christina Lemos Cúpula da campanha deve rever segurança de Lula, que vai a Brasília

Cúpula da campanha deve rever segurança de Lula, que vai a Brasília

Aumento “das hostilidades” alarma petistas. Atos públicos serão revistos e candidato poderá adotar colete à prova de bala.

O caso do assassinato do tesoureiro do PT no Paraná, Marcelo Arruda, levará a uma ampla revisão nos procedimentos de segurança para proteção de candidatos do partido, principalmente do ex-presidente Lula. O "aumento das hostilidades" é visto como "gravíssimo" e alarmou auxiliares próximos ao pré-candidato, que mantém a dianteira nas pesquisas.

A participação do líder petista em ato público nesta terça, em Brasília, será submetida à reavaliação amanhã. O evento, chamado de “Vamos juntos pelo Brasil”, um encontro com a militância e apoiadores, está previsto para ocorrer no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, às 17h.

Atualmente pelo menos 30 agentes da polícia federal atuam na segurança do pré-candidato, sob esquema de revezamento. Lula, como ex-presidente, tem direito por lei a este tipo de proteção, reforçada em razão da pré-campanha. O PT deve complementar o esquema especial, mediante contratação de segurança privada.

O ex-presidente será aconselhado adotar o uso de coletes à prova de bala, inicialmente em eventos de rua, quando circulará entre aglomerações, ou durante discursos em palanques, como os tradicionais comícios.

Depois de cumprir agenda política na Bahia, Rio e Diadema, em SP, o petista permanecerá em Brasília até a quarta, para encontros com empresários e parlamentares. Os acontecimentos deste domingo, no entanto, podem alterar os planos. O pré-candidato e estrategistas estudam reação mais dura ao assassinato de Arruda e não está descartada a ida de Lula ao sepultamento do militante. Por ora, está confirmada a presença da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, na despedida a Arruda, no Paraná.

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