Da Itália para o Brasil, coronavírus levou uma semana

Resultado oficial da contraprova de paciente de São Paulo é esperado para as próximas horas. Velocidade de propagação é maior que letalidade, estimada em 2,3%.

Turista usa máscara cirúrgica e de carnaval, em Veneza, Itália.

Turista usa máscara cirúrgica e de carnaval, em Veneza, Itália.

Manuel Silvestri / Reuters - 23.2.2020

Com o primeiro caso identificado no dia 19 de fevereiro, em Codogno, cidade com 15 mil habitantes no norte da Itália, em apenas uma semana, a Covid-19 chega à maior e mais populosa capital brasileira, São Paulo. Também na Itália, no intervalo de sete dias, o coronavírus já infectou mais de 300 pessoas. A “eficiência do vírus” - isto é, sua capacidade de propagação é considerada alta, e sua letalidade, baixa. Na China, epicentro da doença, este índice é estimado em 2,3% de mortos entre infectados.

Com vôos diretos para o Brasil vindos da Itália, que desembarca cerca de 600 passageiros por dia só em São Paulo, a chegada da doença ao Brasil era dada como certa por técnicos e autoridades de saúde. Ligações “umbilicais” de São Paulo com a Itália foram consideradas “determinantes”, mas a entrada do vírus no país já era prevista pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta há duas semanas.

O governo brasileiro deve reforçar hoje medidas de prevenção ao coronavírus. A principal preocupação é evitar o tom alarmista e adotar medidas de isolamento dos casos suspeitos. Até o final da manhã, após reunião de “consolidação de dados”, o Ministério da Saúde deve fazer um pronunciamento sobre a situação, após a provável confirmação do primeiro caso no Brasil. O resultado oficial da contraprova, feito em paciente de São Paulo, deve sair ainda na manhã desta quarta-feira