Decotelli estaria disposto a poupar governo e desistir do MEC

Indicado a ministro da Educação vai desistir da posse após nova inconsistência em seu currículo ser divulgada, segundo aliados do governo

Posse deveria ter ocorrido nesta terça-feira (30)

Posse deveria ter ocorrido nesta terça-feira (30)

Reprodução/Facebook

Nos bastidores, em Brasília, circula que Carlos Decotelli, nomeado para o MEC (Ministério da Educação), está disposto a poupar o governo de um desgaste e vá desistir de tomar posse como ministro da Educação. A posse deveria ter ocorrido nesta terça-feira (30).

Uma nova inconsistência no currículo lattes de Decotelli torna inviável que ele assuma, segundo aliados do governo com interlocução no Planalto. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) negou que Decotelli tenha sido professor das escolas da instituição.

Em seu currículo, Decotelli informa ter sido professor na FGV entre 2001 e 2018. Não há informações sobre o vínculo com a instituição do nomeado para o MEC, que registrou ter sido coordenador do MBA da fundação.

Nesta segunda-feira (29), a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, desmentiu que o indicado a ministro tenha obtido um título de pós-doutorado na instituição. Antes, o reitor da Universidade de Rosário, na Argentina, afirmou que Decotelli não concluiu o curso de doutorado e foi reprovado em sua tese.

O nome de Decotelli deveria aplacar toda a polêmica na pasta da Educação, mas o efeito está sendo justamente oposto. O governo vem de uma sequência de turbulências e trocas na pasta após a saída de Abraham Weintraub.

No último dia 18,  Weintraub deixou o cargo de ministro da Educação, tornando-se a 12ª troca de comando ministerial do governo do presidente Jair Bolsonaro durante um ano e meio e a segunda no MEC. A saída de Weintraub ocorreu após desgastes por conta de declarações polêmicas do agora ex-ministro.

Weintraub assumiu o MEC após a demissão do colombiano Ricardo Vélez Rodriguez, que se desgastou no cargo ao enviar às escolas um e-mail em que pedia que os estabelecimentos de ensino mandassem ao ministério vídeos de alunos cantando o Hino Nacional