CPI da Covid

Christina Lemos Defesa de Pazuello separa pareceres para rebater Wajngarten 

Defesa de Pazuello separa pareceres para rebater Wajngarten 

Ex-secretário atribuíu à “incompetência e ineficiência” do Ministério da Saúde o atraso na compra de vacinas da Pfizer. Pareceres da AGU e CGU mandaram esperar aprovação de lei.

WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 15/03/2021

A equipe escalada para elaborar a defesa do ex-ministro da Saúde dedica-se, entre outras tarefas, a juntar documentos para comprovar que Eduardo Pazuello estava calçado por argumentos técnicos ao tomar a decisão de não fechar contrato com a fabricante americana Pfizer, em 2020, quando o laboratório ofereceu lotes de até 70 milhões de doses de seu imunizante ao Brasil.

Integrarão o dossiê da defesa pareceres da Controladoria Geral da União e da Advocacia Geral da União recomendando que o contrato com a Pfizer só fosse fechado após aprovação de lei no Congresso que dirimisse questões jurídicas, como a indenização por efeitos colaterais da vacina. As regras da fabricante eram “draconianas”, sustenta o ex-ministro. A legislação foi aprovada meses depois do contato da Pfizer com o Ministério. 

Em entrevista divulgada nesta sexta, o ex-secretário de Comunicação do Planalto, Fábio Wajngarten, revela que substituíu Pazuello na negociação direta com dirigentes do laboratório e os levou ao contato com o presidente Bolsonaro. O ex-auxiliar, demitido em meados de março, declara ter farta documentação, inclusive troca de e-mails, registros telefônicos, minutas de contratos, além de testemunhas, de sua atuação em favor da compra de vacinas em 2020, para aplicação ainda no final daquele ano. E se coloca à disposição da CPI da Covid, para prestar esclarecimentos. A comissão de inquérito do Senado será instalada na próxima terça-feira.

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