Dilema ético barra compra de vacina por empresas

A idéia foi defendida hoje pelo presidente Bolsonaro, que vê na participação das empresas a ampliação do número de imunizados. Epidemiologistas condenam e vêem iniciativa como retrocesso. 

O presidente Bolsonaro, ao lago do chanceler Ernesto Araújo. 

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Bolsonaro, ao lago do chanceler Ernesto Araújo. Foto: Marcos Corrêa/PR

Marcos Corrêa/PR - 26.01.2021

Um racha divide o meio empresarial quanto à proposta de compra de milhões de doses de vacina contra o coronavírus como forma de acelerar a retomada da atividade econômica. Como não há disponibilidade, entre fabricantes, para venda do imunizante para o setor privado, na prática, as empresas estariam competindo com os governos, num cenário de escassez do produto.

Depois de declarações de Bolsonaro em evento internacional confirmando que o governo brasileiro apoia a ideia de que empresas atuem na imunização de seus funcionários, representantes do setor já recuam da proposta, e registram apenas a “intenção de colaborar”.
Epidemiologistas consideram a entrada do setor privado na questão “um retrocesso”, conforme este blog vem noticiando.

Especialistas continuam defendendo que a universalização do processo, por meio da vacinação gratuita, é que teria permitido a erradicação de diversas doenças - como poliomielite, varíola, sarampo - ao estabelecer tratamento igualitário à população, sem distinção entre pobres e ricos.

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