Christina Lemos Disputa em São Paulo federaliza e projeta 'sucessor' ao Planalto

Disputa em São Paulo federaliza e projeta 'sucessor' ao Planalto

Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) repetem polarização federal. Comando do estado credencia à Presidência em 2027

Haddad, Tarcísio e Rodrigo: disputa desenha segundo turno entre petista e republicano, que supera tucano nas pesquisas

Haddad, Tarcísio e Rodrigo: disputa desenha segundo turno entre petista e republicano, que supera tucano nas pesquisas

Montagem - Edu Garcia/R7 - Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A disputa pelo Governo do Estado de São Paulo caminha para a repetição do confronto federal, com um provável enfrentamento, no segundo turno, entre o petista Fernando Haddad, 1º colocado nas pesquisas de intenção de voto, e o ex-ministro Tarcísio de Freitas, do Republicanos, que há cerca de duas semanas aparece como segundo na preferência dos eleitores.

Escolhido pelo presidente Bolsonaro para representá-lo na corrida pelo governo paulista — Freitas cogitou o Senado —, o ex-ministro concorre pela primeira vez a um cargo eletivo e ganhou projeção imediata ao atrelar sua campanha à do padrinho político. Em menos de três semanas de campanha oficial e a partir da aparição de Bolsonaro na propaganda eleitoral gratuita, Freitas superou o concorrente tucano. Rodrigo Garcia (PSDB), que almeja a reeleição, aparece hoje cerca de 7 pontos atrás de Freitas.

A briga pelo Palácio dos Bandeirantes tem enorme peso nacional, em função da importância do Estado de São Paulo nas relações federativas. Os dois principais concorrentes estão diretamente associados a seus líderes políticos que disputam o Planalto. Haddad foi o escolhido por Lula para substituí-lo na disputa de 2018 contra Bolsonaro, e é visto como sucessor natural do ex-presidente. Lula declara publicamente que, uma vez que vença e governe, não pretende disputar um novo mandato – que seria, nesse caso, o quarto.

Provocados a responderem sobre o tema, ambos negam que almejem o Planalto, e até mesmo que tenham discutido a sucessão presidencial de 2027 com seus respectivos padrinhos políticos. “Estamos longe desse dia”, disse Haddad ao blog. “Temos uma campanha dificílima pela frente. Vamos respeitar o eleitor e tentar convencê-lo do melhor caminho”, completou. Já o republicano declara que a hipótese não foi tratada com Bolsonaro. “Nunca houve esse papo”, afirma Freitas. “Nada do que aconteceu em minha vida foi planejado.”

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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