EUA reassumem liderança da questão climática

“É nossa obrigação moral”, diz Biden, em evento mundial em que americanos reúnem 40 nações em torno do tema abandonado por Trump em 2016

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com pouco mais de cem dias no comando da maior potência mundial, ao lado da China, deu o tom nesta manhã da retomada americana da liderança global perante ao desafio da mudança climática. “É nossa obrigação moral”, declarou Biden, acrescentando em seguida que também se trata de uma “obrigação econômica”. O encontro de líderes mundiais é uma iniciativa dos Estados Unidos, seguida por 40 nações ao redor do mundo e prepara o encontro de Glasgow, em novembro deste ano.

O esforço por recuperar a liderança no tema incluíu estabelecer a mais ousada meta americana até aqui. Biden prometeu em sua fala de abertura reduzir em 50% as emissões de CO2 até o final da década. Desta forma, se aproxima do dobro da meta projetada pelo ex-presidente Obama para 2025 – o que recoloca os Estados Unidos na liderança do esforço mundial e recupera o intervalo ocorrido durando o governo de Donald Trump, que abandonou o protocolo de Paris em 2016.

Para efeito de comparação, “a meta fixada pelo Brasil é manter as emissões líquidas atuais em 2030, emitindo 400 milhões de toneladas a mais que a meta anterior”, de acordo com o Observatório do Clima.

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