Christina Lemos Expedição inédita mapeará microplásticos em 300 praias brasileiras

Expedição inédita mapeará microplásticos em 300 praias brasileiras

Durante 18 meses, cientistas da USP, em parceria com a Sea Shepherd, percorrerão litoral para identificar nível de contaminação

Material tóxico ingerido por peixes e crustáceos representa risco para a saúde humana

Material tóxico ingerido por peixes e crustáceos representa risco para a saúde humana

Fernando Frazão/Agência Brasil

Começa na semana que vem uma expedição científica pelo litoral brasileiro com o objetivo de identificar o grau de comprometimento das praias e da fauna marinha ante o desequilíbrio causado pelo lixo – em particular, pelo plástico. O projeto Ondas Limpas, da Sea Shepherd (“pastor do mar”), entidade dedicada à observação e preservação das condições dos mares, em parceria com o Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo, pretende percorrer 300 praias brasileiras, recolhendo amostras que serão submetidas à análise para identificação da presença de micro e macroplásticos.

Novo alvo de preocupação da comunidade científica e de autoridades de saúde ao redor do mundo, a substância nociva vem sendo encontrada em peixes e crustáceos e tem motivado estudos em várias regiões litorâneas do planeta.

A experiência é inédita, tanto pela abrangência quanto pelo tema. Ao longo de 18 meses, tempo estimado para o levantamento, a bordo de veículos tipo motorhome, as equipes de cientistas, pesquisadores e pessoal de multimídia pretendem chegar a um mapeamento o mais preciso possível do nível de resíduos nas praias do país. Os resultados devem orientar, inclusive, as práticas de manejo de lixo e outras substâncias adotadas por comunidades e prefeituras.

O objetivo final da campanha Ondas Limpas é promover a conscientização quanto à preservação do mar e colaborar para a erradicação do lixo marinho na costa brasileira.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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