Christina Lemos Governador Doria também entra na disputa diplomática

Governador Doria também entra na disputa diplomática

O tucano de São Paulo ordenou ao escritório do estado na China que acelere negociações por liberação de insumos. E promove pessoalmente a vacinação, em contraponto político a Bolsonaro, crítico da Coronavac

Governador de São Paulo, João Doria.

Governador de São Paulo, João Doria.

Vinicius Nunes/Agência F8/Folhapress - 18.01.2021

Em contraste com a atuação de seu principal adversário político, o presidente Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria, pauta sua agenda diária por eventos de promoção da Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a fabricante chinesa Sinovac e cujos testes e estudos no Brasil foram bancados pelo governo do estado. A atitude serve de contraponto diário ao titular do Planalto. O presidente, até o momento, não fez nenhum gesto público de apoio à vacina – vista como um trunfo político de seu oponente.

Doria também decidiu agir com autonomia em outro campo: o diplomático. Independemente das iniciativas federais, comandadas pelo Itamaraty e pelos ministérios da Saúde e da Agricultura, o governador ordenou que o escritório do estado de São Paulo na China trabalha pela liberação de IFA – Ingrediente Farmacêutico Ativo, insumo necessário para que se dê continuidade à fabricação da Coronavac.

O governo paulista esclarece que a representação comercial foi criada em agosto de 2019, “seis meses antes do início da pandemia”. Teria colaborado “para agilizar todos os trâmites de importação de respiradores”. Segundo assessores de Doria, o diretor geral do escritório, José Mário Antunes, está acompanhando “presencialmente” o processo de liberação de insumos para a vacina em Pequim, cidade-sede do laboratório. Ainda não há atualização sobre os resultados desta iniciativa.

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