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Christina Lemos Governo cogita política permanente de preços para combustíveis

Governo cogita política permanente de preços para combustíveis

Greve dos caminhoneiros apontou "risco de segurança nacional" e ministro de Minas e Energia apoia política que amenize impacto da alta diária de preços 

Gás de cozinha também pode ser alvo da medida

Gás de cozinha também pode ser alvo da medida

Douglas Cometti/15.06.2010/Folhapress

Para membros da alta cúpula do governo, a instabilidade política e social causada pela paralisação dos caminhoneiros representa risco de segurança nacional e obriga à formulação de uma “política permanente” de preços pelo menos para o diesel e para o gás de cozinha, a partir de 2019. Mas a solução não poderá afetar o equilíbrio financeiro da Petrobrás nem as relações de mercado entre as empresas que importam os produtos.

O próprio ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, defende a idéia de se criar uma solução que “amorteça” a escalada de preços do barril do petróleo no mercado internacional, o que vem ocasionando aumentos praticamente diários dos combustíveis. Há no governo a noção da urgência da medida, para reduzir a pressão pela mudança na política de preços da Petrobrás, fator que teria sido determinante para a recuperação financeira da empresa, sob o comando de Pedro Parente.

A fórmula sobre a mesa prevê a criação de uma espécie de “conta” para a qual seriam carreados recursos do próprio setor, arrecadados a partir da cobrança de uma tarifa flexível sob o consumo.  Todas as vezes que houvesse alta exagerada do petróleo, esta tarifa seria reduzida, ou retirada, para amenizar o impacto para o consumidor. Nos casos em que o preço permaneça estável ou em queda, o excedente gerando pelo pagamento da tarifa seria depositado nesta conta, gerando um saldo, capaz de funcionar como colchão para amortecer futuras oscilações.